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SÃO PAULO – O último mês do ano não começou positivo para o Ibovespa. O índice, após diminuir as perdas no início da tarde em relação ao início do pregão, aprofundou as perdas na reta final e às 16h44 (horário de Brasília), registrava perdas de 2,22%, a 51.318 pontos, puxado pela queda das ações (PETR3;PETR4), que despencam com o anúncio do reajuste de combustíveis e de uma nova metodologia de preços que não foi revelada e decepcionou o mercado. Os ativos PETR3 registram perdas de 10,15%, a R$ 16,47, enquanto os ativos PNs têm queda de 8,94%, R$ 17,41.
Na última sexta-feira (29), a petrolífera anunciou o reajuste de preços em 4% para a gasolina e de 8% para o diesel, além de afirmar a adoção de uma nova política de preços que, contudo, não foi revelada.
A notícia não foi bem recebida por analistas, que destacou a falta de transparência; o Credit Suisse foi um dos mais agressivos, reduzindo a recomendação para os ativos da companhia de outperform (desempenho acima da média do mercado) para underperform (desempenho abaixo da média do mercado) e reduziu o preço-alvo em 44%. Vale ressaltar que está ocorrendo a assinatura do Primeiro Contrato de Partilha do Pré-Sal, no palácio do Planalto, em Brasília, em que a petrolífera terá que desembolsas R$ 6 bilhões.
Ainda sobre a petrolífera, destaque para as falas de Mantega durante a manhã, que não comentou a forte queda das ações, mas destacou que o impacto do reajuste nas bombas será de 2% a 2,5% e que a inflação está controlada. Ele destacou ainda que o PIB do terceiro trimestre deve crescer 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além da Petrobras, as ações da Vale (VALE3;VALE5) também registram queda, apesar de menores em relação à abertura, com destaque para os ativos VALE3, com baixa de 0,98%, a R$ 35,52, enquanto isso, os ativos PNA registravam baixa de 0,58%, a R$ 32,60, na sequência do Vale Investor Day, em Nova York, onde a companhia divulgou as suas perspectivas para o próximo ano. A mineradora revisou sua produção estimada de minério de ferro para 312 milhões de toneladas e, aprovou um orçamento para investimentos para 2014, incluindo dispêndios de US$ 9,3 bilhões para a execução de projetos e US$ 4,5 bilhões dedicados à manutenção das operações existentes, bem como US$ 900 milhões para pesquisa e desenvolvimento.
Já entre as maiores altas, destaque para a CSN (CSNA3), que tem ganhos de 1,51%, a R$ 12,09, após a conclusão da venda de usina de laminação em Calvert, Alabama para um consórcio formado entre ArcelorMittal e Nippon Steel & Sumimoto Metal por US$ 1,55 bilhão. O acordo deixou a deficitária Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) com a ThyssenKrupp, que indicou que ficará com a produtora de aço instalada no Rio de Janeiro, por enquanto. A CSN era uma das candidatas a adquirir a CSA e gerou temores no mercado sobre o aumento de sua alavancagem.
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No radar corporativo, destaque ainda para a primeira prévia do Ibovespa para o próximo quadrimestre iniciado em janeiro de 2014, divulgada pela bolsa pouco antes da abertura do pregão. Dentre as novidades, está a entrada da BB Seguridade (BBSE3), Even (EVEN3) e Ecorodovias (ECOR3), com saída de papéis como B2W (BTOW3), V-Agro (VAGR3) e ações ON da Oi (OIBR3).
Focus e PMIs
Já no campo econômico, chama a atenção relatório Focus, que apontou para queda do IPCA (Índice de Preços ao Cosumidor Amplo) este ano, que caiu pela terceira vez seguida, com leve redução de 5,82% para 5,81% enquanto, para 2014, a expectativa foi mantida em 5,92%. Enquanto isso, a projeção para a Selic é de 10,5% para o fim de 2014.
Além disso, destaque para o PMI (Índice dos Gerentes de Compras) do setor industrial do Brasil, que recuou para 49,7 em novembro, depois de atingir 50,2 em outubro, quando conseguiu alcançar a marca de 50 pela primeira vez em quatro meses.
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Destaque ainda para os dados dos EUA que serão divulgados ainda nessa semana, como os de empregos na sexta-feira, permanecendo em foco, com o Federal Reserve, banco central norte-americano, disposto a reduzir seu estímulo assim que considerar que a economia está forte o suficiente. Nesta segunda-feira, o PMI dos EUA foi positivo, com o crescimento da indústria atingindo máxima de 10 meses em novembro. Enquanto isso, o ISM da indústria subiu para 57,3, ante previsão de 55,2.
PMIs também movimentam Europa e Ásia
Já as bolsas mundiais têm um dia de cautela, em meio à divulgação de diversos indicadores econômicos tanto na Ásia quanto na Europa. A atividade industrial da China manteve o ímpeto de crescimento em novembro, impulsionada por novas encomendas resilientes, embora o ritmo de expansão tenha desacelerado levemente ante outubro, mostrou o PMI do HSBC em conjunto com o Markit. O PMI do HSBC veio depois de pesquisa oficial divulgada no fim de semana que mostrou que o crescimento industrial da China manteve máxima em 18 meses no mês passado devido à firme demandas doméstica e externa.
Enquanto isso, na Europa, as bolsas europeias oscilavam entre leves ganhos e perdas em meio aos números divergentes sobre a atividade industrial na região. O início do dia foi positivo com a divulgação dos dados industriais chineses, mas os índices logo passaram a ceder com a divulgação dos números da atividade manufatureira na Espanha. O PMI espanhol do setor industrial caiu para 48,6 no mês, de 50,9 em outubro, de acordo com dados do Markit.
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A França também desanimou, com o índice industrial recuando para 48,4 em novembro, a leitura mais baixa em cinco meses, mas veio acima da projeção dos analistas, de 47,8. Porém, a baixa nos pregões europeus foi menor devido aos números da zona do euro e da Alemanha, com o PMI do setor industrial registrando os maiores níveis desde junho de 2011. O índice na zona do euro acelerou para 51,5 e, na Alemanha, subiu para 52,7. Em destaque também, está o PMI do Reino Unido, que subiu para 58,4 em novembro, ante 56,5 em outubro, bem acima do esperado pelos analistas, de 56.