OGX volta a ser cotada abaixo de R$ 0,20; Gafisa, Brookfield e Eletropaulo sobem 3%

Ainda entre os destaques, HRT dispara 11% e atinge maior patamar em 2 meses; ação da Bovespa cai com aumento na meta de investimentos

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SÃO PAULO – O Ibovespa registra alta nesta quarta-feira (18), enquanto aguarda o desfecho da reunião do Federal Reserve. O índice avançava às 12h37 (horário de Brasília) 0,71%, a 50.445 pontos, com a Petrobras (PETR3, +0,83%, R$ 15,86; PETR4, +1,07%, R$ 16,98) contribuindo para o bom humor. No mesmo horário, apenas 2 de 72 ações que compõem a carteira teórica do benchmark apresentavam queda superior a 1% – Ultrapar (UGPA3, -1,13%, R$ 55,96) e Marfrig (MRFG3, -1,03%, R$ 3,85). 

Disputava a maior alta do Ibovespa as ações da Gafisa (GFSA3), Brookfield (BISA3) e Eletropaulo (ELPL4), com ganhos de 3,14%, 2,97% e 2,91%, respectivamente, a R$ 3,61, R$ 1,04 e R$ 9,90. 

A Gafisa realiza hoje encontro com analistas e investidores. Durante o evento, a incorporadora reiterou  a estimativa de que o VGV (Valor Geral de Vendas) de seus lançamentos em 2014 alcancem o montante de R$ 2,5 bilhões. O volume considera a perspectiva de lançamentos na faixa de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,7 bilhão para a divisão Gafisa e de R$ 600 milhões a R$ 800 milhões na divisão Tenda. 

No caso da Eletropaulo, as ações refletem notícias sobre a decisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) de multar a companhia, além do pedido de nova leitura do terceiro ciclo de revisão tarifária. Em reunião nesta manhã, a empresa disse que vai buscar na Justiça a suspensão da decisão para que a companhia devolva R$ 626 milhões nos próximos reajustes tarifários a partir de julho de 2014. Segundo a Citi Corretora, o reconhecimento dessa obrigação teria um impacto negativo de R$ 2,47 por ação da empresa após o pagamento de impostos, mas, do lado positivo, a Aneel também reconheceu que existem algumas incosistências no processo de avaliação da base de ativos.

Braskem sobe após comprar concorrente
Também aparecem na ponta positiva do Ibovespa as ações da Braskem (BRKM5), que sobem 1,48%, sendo cotadas a R$ 19,87. Na véspera, a empresa anunciou a compra da concorrente Solvay Indupa, segunda maior fabricante de PVC do Brasil. O valor foi de US$ 290 milhões. O Grupo Solvay, controlador da companhia, detém 70,59% do capital votante e total da Solvay Indupa, que por sua vez controlava a Solvay Indupa do Brasil e a Solalban Energia. Com a operação, a Braskem se tornará acionista indireta das duas companhias. Segundo a XP Investimentos, a estratégia é interessante, pois fecha a porta da Mexichem aqui, numa possível entrada. Além disso, os analistas ressaltaram que foi o maior deságio (desconto) já visto. O valor por ação pago foi o equivalente a US$ 0,085 por ação, enquanto as ações estavam sendo negociadas a US$ 0,90 por ação na bolsa Argentina. 

Bovespa cai com aumento na meta de investimentos
Por outro lado, as ações da BM&FBovespa (BVMF3) caem 0,75%, a R$ 10,55, após terem atingido na mínima do dia queda de 1,51%, a R$ 10,47. O movimento ocorre após a Bovespa ter anunciado orçamento de investimentos maior para 2014 do que o comunicado em 11 de dezembro. Agora, a bolsa espera investir entre R$ 230 milhões a R$ 260 milhões no ano que vem, contra faixa de R$ 170 milhões a R$ 200 milhões anteriormente, alta de 30%. Segundo a equipe de análise da XP, a elevação inesperada gera um desconforto, lembrando que a empresa vem apresentando desempenho abaixo das expectativas, em função de fatores como volume de negociação baixo e evolução expressiva das despesas com pessoal/processamento de dados. 

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HRT dispara 11% e atinge maior patamar em 2 meses
Fora do Ibovespa, o maior destaque fica com as ações da HRT (HRTP3), que disparam 11,63%, sendo cotadas a R$ 0,96 – maior patamar desde 8 de outubro.  O volume financeiro de R$ 3,613 milhões em menos de uma hora de negociação nesta sessão também chama atenção, praticamente atingindo a média diária dos últimos 21 pregões, de R$ 4,007 milhões. Nos últimos três pregões, o ativo apresenta ganhos de 22,37%. 

A arrancada das ações da petroleira ocorrem após forte movimentação de grandes investidores. Na véspera, a empresa comunicou que o fundo Discovery Capital elevou pela terceira vez em pouco mais de um mês sua participação no capital social da empresa. Com isso, ele passou a deter 52.671.397 ações da companhia, o que representa 17,7% de seu capital social. Além disso, os fundos geridos pelo Itaú Unibanco aumentaram participação na empresa para aproximadamente 5% do capital social, o que representa 14.882.505 ações ordinárias de emissão da HRT.

OGX volta a ser cotada abaixo de R$ 0,20
Já as ações da OGX Petróleo (OGXP3) caem pelo sétimo pregão consecutivo e voltam a ser operadas abaixo de R$ 0,20, depois de ter alcançado R$ 0,29 em 10 de dezembro, no maior patamar desde 25 de outubro. Nesta sessão, os papéis registram queda de 9,52%, a R$ 0,19.

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Na véspera, a empresa realizou reunião Apimec (Associação Nacional dos Analistas e Profissionais de Investimentos de Mercados de Capitais). O principal fator que mexe com as perspectivas da empresa é o desenvolvimento do Campo de Tubarão Martelo, a última esperança para a companhia. Com dois poços a entrar em produção em abril ou maio, a companhia estima que o campo deverá ter um pico de produção diária de 30 mil barris de petróleo no “longo prazo”. 

CSU sobe forte pelo 2° dia
As ações da CSU CardSystem (CARD3) operam em alta pelo segundo dia, após a empresa ter assinado um novo contrato com o Banco BMG para prestação de serviços de processamento de seus cartões consignados. O acordo de longo prazo adicionará mais de 700 mil unidades à base da companhia. Nesta sessão, os papéis registram valorização de 7,86%, a R$ 3,02, após atingir alta máxima de 11,79%, a R$ 3,13. Na véspera, as ações subiram 2,56%, fechando o pregão a R$ 2,80.