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SÃO PAULO – Início de semana de muita volatilidade no Ibovespa, oscilando bastante entre alta e perdas, antes de fechar em queda de 0,59%, aos 51.316 pontos. O principal destaque do Ibovespa nesta segunda-feira (10) ficou com a Marfrig (MRFG3), que teve ganhos de 6,31%, aos R$ 7,92, enquanto a Gol (GOLL4) ocupou o espaço de maior queda, com perdas de 6,81%, aos R$ 7,66, sua mínima desde 2009.
A JBS (JBSS3), maior empresa de carnes do mundo, anunciou que vai comprar a Seara Brasil, divisão de aves, suínos e alimentos processados da Marfrig, em um negócio de R$ 5,85 bilhões que vai fazer a companhia ganhar espaço num setor liderado pela BRF (BRFS3). Enquanto a operação foi muito bem avaliada pelo mercado em relação a Marfrig, os papéis da JBS tiveram perdas de 6,45%, aos R$ 6,67.
O valor de companhia da Seara Brasil será pago pela JBS através da assunção de dívidas da Marfrig, que somavam ao final de março quase 13 bilhões de reais, após uma série de aquisições nos últimos anos. A JBS, por sua vez, encerrou o período com endividamento líquido de 15,7 bilhões de reais. O negócio, que inclui ainda participação na indústria de couros Zenda, no Uruguai, tornará a JBS a segunda maior processadora de carnes do Brasil, atrás da BRF.
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Papéis de Eike
As ações da OGX Petróleo (OGXP3) lideraram os ganhos do índice por boa parte da sessão, mas perderam fôlego e terminaram com alta de 4,03%, aos R$ 1,29. Enquanto isso, os papéis da MMX Mineração (MMXM3) subiram 4,38%, aos R$ 1,67, também figurando entre as maiores altas do índice.
A disparada da empresa inclusive fez com que o benchmark chegasse a operar no azul durante a tarde. “A alta da OGX é um dos principais motivos para essa alta durante a tarde, se ele esteve no azul, grande parte é por conta disso”, avalia João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos.
Para ele, não há motivo específico que feito as ações de Eike Batista dispararem, a não ser um movimento técnico: ele acredita que as ações já “caíram demais”, acumulando perdas superiores a 90% nos últimos dois anos. “A ação estava nas mínimas, muito próximo dos R$ 1,20, parece ser um bom suporte para a OGX, já segurou uma vez”, destaca.
O movimento não se alastrou para as demais ações do grupo EBX: LLX Logística (LLXL3) teve perdas de 3,25%, aos R$ 1,49, enquanto a MPX Energia (MPXE3) teve queda de 3,43%, aos R$ 9,00. A OSX Brasil (OSXB3) recuou 3,91%, aos R$ 2,46, enquanto a CCX Carvão (CCXC3) teve perdas de 1,40%, aos R$ 3,51.
O mercado tem a expectativa de que tanto a OGX quanto a MMX anunciem novos planos de negócio em breve. Ambas já destacaram que o farão, em linha com o que a OSX fez no mês passado, que fez com que as ações tivessem ganhos superiores à 40%. Os projetos serão lastreados nos projetos antigos, nos blocos e em parcerias novas, destacou Eike no Twitter.
Gafisa segue movimento de queda da sexta
Outra em forte queda, seguindo o movimento de baixa da sexta-feira, são os ativos da Gafisa (GFSA3), quando fecharam em queda de 10,32%, após a confirmação da venda de 70% da Alphaville para a Blackstone e para a Pátria Investimentos por R$ 1,4 bilhão.
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Nesta sessão, os papéis registram perdas de 6,30%, a R$ 3,42. Conforme destaca a Planner Corretora, com a venda de ativos, a relação dívida líquida sobre o patrimônio da Gafisa deverá reduzir dos 94% reportados ao final do primeiro trimestre de 2013 para 53%.
A equipe de análise da Planner destaca que a relação divida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) era de 5,4 vezes em dezembro de 2012 e, assim, esta relação irá cair com o fechamento da operação. Contudo, ela ainda não resolve o problema da Gafisa totalmente, destaca a Planner. “Além, disso, tira de dentro da empresa uma contribuição importante para o seus resultados”, aponta a corretora.