Ação da Klabin despenca quase 10% após oferta de units

Apesar da forte reação do mercado, analista do BES estima que proposta pode adicionar R$ 2,30 por ação em seu preço justo, atualmente em R$ 14,50

Setor de papel e celulose (Shutterstock)
Setor de papel e celulose (Shutterstock)

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SÃO PAULO – As ações da Klabin (KLBN4) são fortemente penalizadas nesta quarta-feira (12), após seu conselho de administração aprovar a emissão de R$ 1,7 bilhão em units para financiar uma nova fábrica. As units serão compostas de 1 ação ordinária e quatro preferenciais. 

Às 11h20 (horário de Brasília), os papéis PN da companhia caíam 9,24%, a R$ 11,29 – patamar próximo a mínima do dia. No mesmo horário, o Ibovespa registrava alta de 0,24%, a 49.890 pontos. 

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a intenção da empresa em elevar seu nível de governança corporativa é positiva, entretanto, no curto prazo, as ações devem continuar sendo pressionadas, dado seu efeito diluitório para os acionistas. 

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Já em relação a nova planta, eles entendem que o projeto executado sozinho deverá comprometer o fluxo de caixa da empresa por um período prolongado e isso representa uma adição de risco. Além disso, os analistas ressaltam o clima de incertezas e que os deixa igualmente receosos com o preço da celulose.

Por sua vez, a analista Catarina Pedrosa, do Banco Espírito Santo, vê mais prós do que contras nessa operação. Embora a proposta de reesutrutração provoque uma diluição dos acionistas minoritários, vai adicionar uma planta de 1,5 milhões de toneladas com custos atrativos. Com isso, a analista estima que a proposta pode adicionar R$ 2,30 por ação em seu preço justo, atualmente em R$ 14,50. 

Entenda a operação
A operação compreende as seguintes etapas: criação de um programa de units de emissão da companhia, listagem das units no nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa e incorporação de holdings de acionistas controladores pela Klabin. 

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A operação que resultará do acréscimo de 15% do número de ações ordinárias detidas pelos controladores e uma diluição de cerca de 3% ao capital social para os demais acionistas.

Também deverá ser aprovada a substituição da vantagem atribuída às ações preferenciais, visando um tag along de 100%. Atualmente, os papéis preferenciais recebem dividendos 10% superior ao das ordinárias.