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SÃO PAULO – O pessimismo no mercado seguiu nesta quarta-feira (12) e o Ibovespa perdeu os 49.000 pontos, recuando 1,18%. O dia foi marcado por forte volatilidade em todo o índice, com 63 ações das 71 que compõe o benchmark chegando a subir pelo menos 1% em algum momento do dia, sendo que apenas 1 papel, Klabin (KLBN4), não operou em alta em nenhum momento.
Os ativos da companhia de papel e celulose chamaram bastante atenção, recuando 9,57%, e encerrando o dia a R$ 11,25. Nesta manhã, o conselho de administração da empresa aprovou a emissão de R$ 1,7 bilhão em units para financiar uma nova fábrica. As units serão compostas de 1 ação ordinária e quatro preferenciais.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a intenção da empresa em elevar seu nível de governança corporativa é positiva, entretanto, no curto prazo, as ações devem continuar sendo pressionadas, dado seu efeito diluidor para os acionistas. Vale ressaltar que, em teleconferência com analistas nesta data, o diretor-geral da companhia, Fabio Schvartsman, afirmou que não levará adiante a planejada oferta de units se as condições do mercado acionário brasileiro se deteriorem mais.
Ações do grupo EBX seguem com fortes quedas, destaque para CCX
As ações do grupo EBX, de Eike Batista, seguiram em movimento de baixa nesta sessão, com destaque para a OGX Petróleo (OGXP3), que liderou as perdas do dia e recuou 11,11%, a R$ 1,04. Já os papéis da LLX Logística (LLXL3) tiveram perdas de 9,42%, a R$ 1,25, enquanto os ativos da MMX Mineração (MMXM3) tiveram desvalorização de 5,16%, para R$ 1,47. Só nesta semana, os papéis OGXP3 já caíram 16,13% e os da LLX, 18,83%.
Entretanto, quem realmente chamou a atenção do mercado foram os ativos da CCX Carvão (CCXC3), que despencaram 23,44%, a R$ 2,45. Rumores apontam que as vendas das ações da OGX Petróleo por seu acionista controlador, Eike Batista, foram realizadas para pagamento da OPA da CCX, sem que precisasse ser feita através do leilão proposto, informou um operador de mercado que pediu para não ser identificado. “Caso isso ocorra, deve alterar o cronograma da OPA mais um vez“, disse o analista.
O cronograma em vigor indica 11 de julho como o fim do prazo para acionistas da CCX se habilitarem para participação do leilão da OPA; o leilão ocorreria em 12 de julho. Procurada, a assessoria de imprensa da CCX não foi localizada.
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Vale segue em queda
As ações da Vale (VALE3; VALE5) ajudaram a derrubar o índice neste pregão, uma vez que registraram o quarto dia de expressiva baixa. Os papéis ON da mineradora registraram queda de 1,08%, a R$ 29,39, enquanto os ativos preferenciais classe A – que possuem a segunda maior participação no Ibovespa – tiveram baixa de 1,37%, a R$ 27,40. Desde o início do ano, a empresa já perdeu quase um terço de seu valor de mercado, indo de R$ 223,87 bilhões para R$ 155,33 bilhões.
Já a Petrobras (PETR3; PETR4), que possui a maior participação na carteira teórica do Ibovespa, também teve queda nesta sessão. Os ativos ON caíram 2,85%, a R$ 16,72, enquanto os papéis preferenciais registraram perdas de 2,21%, a R$ 18,12, em seu segundo dia de queda. Juntas, as ações das duas companhias somam cerca de 20% da carteira teórica do índice.
Oi e B2W caem mais de 6%
Além das três companhias do grupo EBX e da Klabin, mais duas companhias viram seus papéis recuarem mais de 5,5% nesta quarta, são elas a Oi (OIBR3; OIBR4) e a B2W (BTOW3). Os ativos da empresa de varejo online fecharam com queda de 6,10%, cotados a R$ 8,00.
Já as ações da empresa de telecomunicação, assim como na véspera, apresentaram forte desvalorização. Neste pregão os papéis preferenciais caíram 6,73%, a R$ 4,16, enquanto os ordinários recuaram 1,64%, para R$ 4,80.
Vale lembrar que na última terça-feira, a Ágora Corretora reduziu o preço-alvo das ações da OIBR3, de R$ 10,30 para R$ 8,40, e de OIBR4, de R$ 8,60 para R$ 7,00. Em relatório, o analista José Cataldo, afirmou que o pagamento de dividendos da empresa no 2º trimestre de 2013 tornou-se mais difícil, tendo em vista os resultados do primeiro trimestre, bem como o fato de que a venda de direitos de uso de torres de telefonia fixa, no valor de R$ 1,1 bilhão, está sujeita à aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
Imobiliárias sobem e PDG lidera o Ibovespa
Na ponta positiva do índice, destaque para a PDG Realty (PDGR3), que liderou os ganhos da sessão, fechando com alta de 8,70%, a R$ 2,25. Durante o dia, os papéis chegaram a subir 12,08%, atingindo R$ 2,32.
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No fim da sessão, outras empresas do setor ganharam força e também fecharam com alta. É o caso da Rossi (RSID3, R$ 3,17, +2,59%), MRV Engenharia (MRVE3, R$ 6,31, +1,12%), Brookfield (BISA3, R$ 1,58, +1,28%) e Gafisa (GFSA3, R$ 3,34, +2,45%).
Gol estende ganhos e JBS volta a subir
A ação da Gol (GOLL4) seguiu em seu segundo dia de forte alta, atingindo ganhos de 7,37%, a R$ 8,45 nesta quarta. Na sessão anterior, os papéis subiram 2,74%, a maior alta do Ibovespa em um dia em que o índice caiu 3,01%. Porém, apenas no mês de junho, as quedas acumuladas somam 9,24%.
Já a ação da JBS (JBSS3) voltou a ficar no azul, registrando fortes ganhos de 3,72%, a R$ 6,42. Nas duas últimas sessões, os papéis da companhia tiveram expressiva queda, em meio ao anúncio de compra da Seara Brasil, divisão de aves, suínos e alimentos processados da Marfrig Alimentos (MRFG3, R$ 7,68, +0,13%), por R$ 5,85 bilhões de reais. Na última terça-feira, os ativos JBSS3 fecharam em queda de 7,20 e na véspera, baixa de 6,45%.