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SÃO PAULO – As ações asiáticas apresentam alta nesta sexta-feira (14), com o índice Nikkei do Japão fechando em alta de 1,94%, a 12.687 pontos, após cair 6,35% na véspera e registrar o 2º pior resultado do ano. O movimento decorre da espera por indicadores norte-americanos que serão divulgados nesta sessão, além de mostrar um movimento de correção – o índice japonês acumula queda de 20% desde o final de maio, quando atingiu seu maior patamar em cinco anos e meio.
Na Europa, o repique asiático ajuda a elevar os índices acionários. Colabora com a alta uma reportagem do Wall Street Journal que afirma que Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, deverá reforçar, em entrevista coletiva na semana que vem, que qualquer diminuição do programa de afrouxamento será gradual, e que o Fed deverá esperar um período “considerável” de tempo, após encerrar as compras, para aumentar as taxas de juros. Por outro lado, a recessão italiana aprofundou-se mais do que o esperado, trazendo apreensão ao mercado.
Indicadores movimentam EUA
Nos EUA, os contratos futuros operam com sinais divergentes, com investidores aguardando diversos indicadores nesta sexta-feira. Às 9h30 (horário de Brasília), será divulgado o PPI (Producer Price Index), que mostra os preços no atacado, ou seja, preços cobrados pelos produtores.
Além disso, também teremos os dados da conta corrente norte-americana. Já às 10h15, destaque para o setor industrial, com indicadores de produção e de capacidade de utilização da indústria. O setor representa menos que 20% da economia norte-americana, mas é responsável por grande parte de suas variações cíclicas. Por fim, às 10h55 será divulgado o índice de confiança dos consumidores calculado pela Universidade de Michigan.
Agenda brasileira
No Brasil, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), que registrou alta de 0,63% em junho, ante queda de 0,09% no mês anterior. No acumulado do ano, o índice apresenta alta de 1,66%.
Já a atividade econômica brasileira registrou alta de 0,84% em abril frente a março, mostrou o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade Econômica), divulgado pelo Banco Central. O indicador, levando em conta os dados sem influência sazonal, é considerado uma antecipação da tendência do PIB (Produto Interno Bruto) e acumula alta de 3,43% em 2013.