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SÃO PAULO – Três anúncios sobre a Petrobras (PETR3; PETR4) ajudam a impulsionar os papéis da estatal no pregão desta segunda-feira (17). Às 10h52 (horário de Brasília), as ações ordinárias da empresa subiam 3,21%, a R$ 17,06, enquanto as preferenciais avançavam 2,27%, a R$ 18,47 – patamares próximos as máximas do dia.
Juntas, as ações possuem cerca de 12% da carteira teórica do Ibovespa, contribuindo para o movimento positivo do índice, que registrava no mesmo horário alta de 0,97%, a 49.808 pontos.
A Petrobras conseguiu avançar, no fim da semana passada, nos seu plano de vendas de ativos, no qual prevê alcançar cerca de US$ 10 bilhões até 2017. Na sexta-feira, a estatal comunicou dois negócios, o mais importante com o BTG Pactual, que será seu sócio de exploração e produção na África. O banco pagará US$ 1,525 bilhão por 50% da Petrobras Oil & Gas, subsidiária que está nas mãos da Petrobras International Braspetro.
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Além desse acordo, o conselho de administração da Petrobras aprovou, no mesmo dia, a venda de 49% que possui na Brasil PCH para a Cemig (CMIG4) por R$ 650 milhões. A Brasil PCH controla 13 pequenas centrais hidrelétricas, com capacidade instalada total de 291 megawatts.
Com isso, a empresa vai alienar mais de R$ 1,8 bilhão em ativos, o que na visão do Itaú BBA é positivo para a estatal, embora o impacto real no balanço seja limitado. Entretanto, os analistas Paula Kavarsky e Diego Mendes apontaram que o valuation implicado na venda dos ativos da África preocupam em relação a viabilidade do plano de desinvestimento.
Segundo eles, os ativos da África e Golfo do México são a parte mais significativa na parte das vendas do portfólio da empresa, e com a primeira venda, a companhia completou apenas 20% da meta de desinvestimento.
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Por fim, reflete sobre a empresa também a decisão do ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Benedito Gonçalves, que autorizou liminarmente a Petrobras a não pagar a dívida de R$ 7,39 bilhões com a Receita Federal em razão de débitos de imposto de renda.
Com a decisão, a empresa poderá voltar a importar e exportar petróleo e estará novamente habilitada a participar dos leilões dos blocos para exploração do pré-sal.