BC britânico mostra divisão sobre mais estímulo

Com melhor na economia, última reunião do presidente Mervyn King acabou sem mudanças

Sede do Banco da Inglaterra (BoE)
Sede do Banco da Inglaterra (BoE)

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LONDRES – O Banco da Inglaterra, banco central britânico, permaneceu dividido por 6 a 3 contra mais compras de ativos em junho e observou com cautela a reação do mercado a sinais de que os Estados Unidos podem reduzir seus estímulos.

Com a economia melhorando, a última reunião do presidente Mervyn King acabou sem mudanças à política apesar de seus pedidos por mais 25 bilhões de libras em “quantitative easing”, segundo a ata da reunião de 5 e 6 de junho, divulgada nesta quarta-feira (19).

A ata informou que os acontecimentos econômicos na Grã-Bretanha foram em geral positivos no último mês, indicando uma recuperação que está se tornando mais sólida em linha com as estimativas trimestrais do banco no mês passado.

Entretanto, as autoridades destacaram uma recente alta nos yields de títulos globais.

“Os participantes do mercado financeiro se tornaram mais sensíveis a notícias sobre possíveis mudanças na postura de política monetária nos Estados Unidos –as mudanças em preços de ativos no mês foram associadas a apenas pequenas melhoras nas condições econômicas”, disse a ata.

As autoridades tiraram conclusões diferentes disso. Alguns viram como evidência de que mais compras de ativos seriam efetivas se necessário no futuro, enquanto outros acreditam que mostra a dificuldade de reduzir o estímulo monetário.

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Paul Fisher e David Miles novamente se juntaram a King a favor do aumento no estímulo, alertando sobre os riscos na zona do euro e o fraco crescimento dos salários na Grã-Bretanha.

Dados divulgados na terça-feira mostraram uma alta acima do esperado de 2,7 por cento na variação anual do índice de preços ao consumidor em maio, embora o cenário para a inflação permaneça mais benigno do que há alguns meses.

No mês passado o banco central estimou que a inflação chegará a pouco mais de 3 por cento neste ano, antes de cair para a meta de 2 por cento até o início de 2015 –visão compartilhada por economistas.