Vale, LLX, Copel e Gol caem mais de 5%; OSX despenca 12%; MMX consolida alta

Ainda entre os destaques, CCR e Arteris despencam após SP suspender reajuste de pedágio

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SÃO PAULO – As preocupações com o desempenho da economia chinesa continuam guiando os mercados. Com notícias ruins vindas da Ásia, que vão desde cortes de projeções para a economia até riscos sobre o setor financeiro do país, o Ibovespa apresentava queda de 3,13% às 13h00 (horário de Brasília), a 45.584 pontos, estendendo as perdas vistas na sexta-feira. No total, 13 ações da carteira teórica do benchmarke recuavam mais de 5% neste horário.

Chama atenção novamente neste pregão o Grupo EBX. A MMX Mineração (MMXM3) registrou uma forte virada na bolsa, após operarem em queda durante praticamente toda a manhã. Os papéis da mineradora, que chegaram a cair 7,09% na mínima do dia, apresentam valorização de 1,57%, a R$ 1,29. 

A companhia disse, em comunicado, que está avaliando oportunidades de negócios, incluindo a venda de ações detidas pelo acionista controlador assim como de seus ativos para investires nacionais e estrangeiros. 

Na semana passada, a Folha de S. Paulo divulgou que a mineradora teria recusado oferta pelo porto Sudeste feita pela multinacional suíça Glencore Xtrata. A venda, segundo o jornal, esbarraria nos interesses de Eike, que quer vender uma fatia de sua participação na MMX, que inclui as minas e o porto, e hoje é de 59,3%. Entretanto, a Glencore insiste em comprar apenas o porto.

Por sua vez, OSX despenca…
A OSX Brasil (OSXB3), entretanto, caminha do lado oposto, mesmo após negar calote. Os papéis da companhia registram queda de 11,39%, a R$ 1,40, após atingirem perdas de 16,46%, a R$ 1,32, na mínima do dia. 

No último domingo (23), a Folha informou que a empresa deu um calote na construtora espanhola Acciona, uma das principais fornecedoras da companhia. A notícia, entretanto, foi negada pela OSX na noite da véspera em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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A OSX comenta que, como anunciado pelo jornal, vem renegociando alguns acordos comerciais, de modo a adequar suas contratações ao faseamento das obras de implantação de sua unidade de construção naval no Açu.

Outras ações do grupo também operam no negativo, como é o caso de: OGX Petróleo (OGXP3, -3,66%,  R$ 0,79), LLX Logística (LLXL3, -7,77%, R$ 0,95), MPX Energia (MPXE3, -1,28%, R$ 7,70) e CCX Carvão (CCXC3, -4,82%, R$ 0,79).

Vale cai mais de 5%; Bradespar, 7%
Também no campo negativo ganha destaque a Vale (VALE3; VALE5), cujas ações ordinárias caem 5,45%, a R$ 28,78, e as preferenciais recuam 5,76%, a R$ 26,81. Na mínima do dia, esses papéis registraram perdas de 6,01% e 5,98%, respectivamente, a R$ 28,62 e R$ 26,75.

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Pressiona os papéis as notícias vindas da China, que vão desde cortes de projeções para a economia até riscos sobre o setor financeiro. A mineradora tem grande relação com o país, que é o principal destino das exportações da empresa.

Segue o desempenho negativo as ações da Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale. Os papéis registram desvalorização de 6,87%, a R$ 20,19, após alcançarem queda de 7,29% na mínima do dia.

Copel “acata” pedido do governador e ações caem forte
A Copel (CPLE6) “acatou” o pedido do governador do Paraná, Beto Richa, sobre o reajuste tarifário e anunciou ao mercado na manhã desta segunda-feira (24) que solicitou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a suspensão da resolução homologatória de reajuste tarifário, com a perspectiva de diferimento na aplicação do índice aprovado.

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Com isso, as ações CPLE6 registram expressivas queda de 5,68%, a R$ 24,72, estendendo as perdas observadas na última sessão, quando caiu 16,66%. Na semana passada, o ativo CPLE6 registrou forte queda de 20,77%.

Na quinta-feira, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou a aplicação de um aumento médio de 14,61% nas tarifas da distribuidora paranaense de energia, a ser aplicado a partir de 24 de junho. No entanto, o governador do Paraná afirmou em Londrina, que iria pedir para que a Copel suspenda o reajuste na tarifa de energia.

Demais ações do setor elétrico e de saneamento básico caminham na esteira do movimento negativo, como é o caso de: Light (LIGT3, -7,21%, R$ 14,29), Sabesp (SBSP3, -5,23%, R$ 20,65), Cesp (CESP6, -4,92%, R$ 18,17), Tractebel (TRPL4, -3,60%, R$ 31,32) e Eletrobras (ELET3, -3,44%, R$ 4,49; ELET6, -3,85%, R$ 8,25).

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As ações das companhias do setor de concessão rodoviária amargam fortes perdas nesta sessão, em um dia também negativo para o Ibovespa, após o governo de São Paulo suspender o reajuste de pedágio nas rodovias do estado.

CCR e Arteris despencam após SP suspender reajuste de pedágio
Os ativos da Arteris (ARTR3) registram baixas de 5,37%, a R$ 17,79 enquanto os papéis da CCR (CCRO3) têm queda de 3,27%, a R$ 16,26.

Conforme destacou na véspera, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que não há definição sobre os reajustes cobrados nas rodovias privatizadas em São Paulo. O aumento deve ser aplicado no dia 1º, mas o governo afirmou que continua negociando com as concessionárias se haverá ou não reajuste.

A série de protestos deve provocar pelo menos um adiamento nos reajustes tarifários. O governo chegou a fechar acordo com as principais concessionárias sobre a necessidade da diminuição de preços, mas nada havia sido colocado no papel. “Somado a um cenário de crescimento menor, os papéis registram perspectivas menos positivas de alta”, destaca o estrategista da FuturaInvest, Luis Gustavo Pereira.

Gol recua mais de 7%
As ações da Gol (GOLL4) também são fortemente penalizadas neste pregão, registrando queda de 7,55%, a R$ 6,73 – patamar próximo a mínima do dia, quando os papéis recuaram 7,97%, sendo cotados a R$ 6,70.

A empresa alterou nesta segunda-feira suas projeções para 2013. Com a expectativa pior para a economia brasileira, a companhia elevou o corte na oferta de assentos previstos anteriormente. A previsão agora é de redução de 9%, contra uma queda de 7% esperada nas projeções iniciais.

Além disso, a empresa abriu a possibilidade de seus gastos com combustíveis serem ainda maiores do que esperava neste ano. A perspectiva anterior era de R$ 2,30 por litro, mas agora o grupo projeta uma faixa que vai dos mesmos R$ 2,30 até R$ 2,40 por litro.