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SÃO PAULO – Em mais um dia negativo, dessa vez guiado pelos temores em relação à economia chinesa, o Ibovespa registrou queda de 2,32% nesta segunda-feira (24), impulsionado principalmente pela queda de mais de 5% das ações da Vale, e fechou aos 45.965 pontos, mantendo-se assim na sua mínima desde abril de 2009. Dentre as 71 ações do índice, 13 recuaram mais de 4%.
O Grupo EBX, do empresário Eike Batista, mais uma vez chamou atenção neste pregão. A MMX Mineração (MMXM3), chegou a cair 7,09% na mínima do dia, mas conseguiu virar e fechou o dia com valorização de 10,24%, a R$ 1,40. A companhia disse, em comunicado, que está avaliando oportunidades de negócios, incluindo a venda de ações detidas pelo acionista controlador assim como de seus ativos para investidores nacionais e estrangeiros.
Na semana passada, a Folha de S. Paulo divulgou que a mineradora teria recusado oferta pelo Porto Sudeste feita pela multinacional suíça Glencore Xtrata. A venda, segundo o jornal, esbarraria nos interesses de Eike, que quer vender uma fatia de sua participação na MMX, incluindo minas e o porto, mas a Glencore insiste em comprar apenas o porto. Atualmente Eike possui 59,3% de participação na empresa.
OSX: calote é negado, mas ação cai 12%
Ainda no mundo X, a OSX Brasil (OSXB3) teve um dia bastante negativo após notícias sobre um possível calote da empresa na construtora espanhola Acciona. Mesmo após a companhia negar o fato, os papéis registraram queda de 12,03%, a R$ 1,39, após atingirem perdas de 16,46%, a R$ 1,32, na mínima do dia. É o pior fechamento da história dos papéis da companhia que controla o estaleiro de Eike Batista.
No último domingo (23), a Folha informou que a empresa deu um calote na Acciona, uma das principais fornecedoras da companhia. A notícia, entretanto, foi negada pela OSX véspera em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários). A OSX comenta que, como anunciado pelo jornal, vem renegociando alguns acordos comerciais, de modo a adequar suas contratações ao faseamento das obras de implantação de sua unidade de construção naval no Açu.
A notícia puxou junto as outras empresas do Grupo EBX – com exceção da MMX. É o caso da OGX Petróleo (OGXP3, -4,88%, R$ 0,78), LLX Logística (LLXL3, -3,88%, R$ 0,99), MPX Energia (MPXE3, -0,77%, R$ 7,74) e CCX Carvão (CCXC3, R$ 0,83). Vale mencionar que nesta segunda-feira Eike Batista foi destaque em matéria no The New York Times, que repercutiu a possibilidade do megaempresário perder o controle majoritário das empresas X caso a situação delas piore ainda mais no mercado.
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Copel “acata” pedido do governador, mas ações sobem
A Copel (CPLE6) “acatou” o pedido do governador do Paraná, Beto Richa, sobre o reajuste tarifário e anunciou ao mercado nesta manhã que solicitou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a suspensão da resolução homologatória de reajuste tarifário, com a perspectiva de diferimento na aplicação do índice aprovado.
As ações CPLE6, porém, não seguiram o mesmo caminho visto na última sessão e conseguiram fechar com valorização de 0,72%, a R$ 26,40 – na mínima do dia os ativos chegaram a recuar 6,14%, a R$ 24,60. Na semana passada, o ativo CPLE6 registrou forte queda de 20,77%.
Na quinta-feira, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) autorizou a aplicação de um aumento médio de 14,61% nas tarifas da distribuidora paranaense de energia, a ser aplicado a partir de 24 de junho. No entanto, o governador do Paraná afirmou em Londrina, que iria pedir para que a Copel suspenda o reajuste na tarifa de energia.
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Demais ações do setor elétrico também seguiram no lado negativo, como é o caso de Light (LIGT3, -6,23%, R$ 14,44), Cesp (CESP6, -0,99%, R$ 18,92), Transmissão Paulista (TRPL4, -2,15%, R$ 31,79) e Eletrobras (ELET3, -2,37%, R$ 4,54; ELET6, -3,50%, R$ 8,28).
As empresas de saneamento básico, que também trabalham com renovações tarifárias, sofreram nesta segunda-feira. É o caso da paulista Sabesp (SBSP3, R$ 20,40, -6,38%) e da mineira Copasa (CSMG3, R$ 35,65, -8,59%).
CCR e Arteris caem com anúncio de Alckmin
As ações das companhias de concessão rodoviária também foram prejudicadas pela interferência do governo. Nesta segunda-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou a suspensão do reajuste de pedágio nas rodovias do estado. Os ativos da Arteris (ARTR3) registraram baixas de 3,46%, a R$ 18,15 enquanto os papéis da CCR (CCRO3) tiveram queda de 3,33%, a R$ 16,25.
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Alckmin, afirmou que não há definição sobre os reajustes cobrados nas rodovias privatizadas em São Paulo. O aumento deveria ser aplicado no dia 1º, mas o governo afirmou que continua negociando com as concessionárias se haverá ou não reajuste.
A série de protestos deve provocar pelo menos um adiamento nos reajustes tarifários. O governo chegou a fechar acordo com as principais concessionárias sobre a necessidade da diminuição de preços, mas nada havia sido colocado no papel. “Somado a um cenário de crescimento menor, os papéis registram perspectivas menos positivas de alta”, destaca o estrategista da FuturaInvest, Luis Gustavo Pereira.
Gol e Usiminas caem mais de 7%
As ações da Gol (GOLL4) também foram fortemente penalizadas neste pregão, fechando com queda de 7,55%, a R$ 6,73. A empresa alterou nesta segunda-feira suas projeções para 2013. Com a expectativa pior para a economia brasileira, a companhia elevou o corte na oferta de assentos previstos anteriormente. A previsão agora é de redução de 9%, contra uma queda de 7% esperada nas projeções iniciais.
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Além disso, a companhia abriu a possibilidade de seus gastos com combustíveis serem ainda maiores do que esperava neste ano. A perspectiva anterior era de R$ 2,30 por litro, mas agora o grupo projeta uma faixa que vai dos mesmos R$ 2,30 até R$ 2,40 por litro.
A siderúrgica Usiminas (USIM3, USIM5) foi outra blue chip a cair forte nesta segunda-feira, fechando com queda de 7,90% para as ações preferenciais e de 5,56% para as ordinárias, que terminaram cotadas a R$ 7,46 e R$ 7,65, respectivamente. Embora o setor siderúrgico seja beneficiado com um cenário de dólar em alta, a companhia também possui exposição ao mercado de mineração, que anda bastante conturbado principalmente com os sinais de desaceleração da economia chinesa.
Oi dispara 8%
Mesmo com uma sessão bastante negativa para o Ibovespa, algumas ações conseguiram registrar um bom desempenho nesta segunda. É o caso da Oi (OIBR3; OIBR4), que viu suas ações ficarem com a segunda e terceira posições entre as maiores altas do dia.
Os ativos ordinários avançaram 7,98%, cotados a R$ 4,19, enquanto os preferenciais subiram 6,72%, a R$ 3,81. Vale lembrar, que o ano tem sido bastante negativo para as ações da companhia, que já recuaram 50% cada.
Dólar em alta ainda ajuda exportadoras
Mesmo com a segunda sessão de queda consecutiva no câmbio, as ações dos frigoríficos Marfrig (MRFG3, R$ 7,17, +3,01%) e JBS (JBSS3, R$ 5,94, +2,41%), além dos papéis da Suzano Papel e Celulose (SUZB5, R$ 8,33, +2,83%), registraram bons ganhos nesta segunda.
O movimento segue após o recente rali do dólar comercial, que passou de R$ 2 no início do mês passado para os atuais R$ 2,23. Mesmo o recuo na sessão de hoje não encerra o bom momento das exportações dessas companhias, que continuam favorecidas por esse patamar mais avançado da moeda norte-americana.