Queda de Vale e OGX “vence” alta de elétricas e Ibovespa fecha em baixa de 0,3%

Índice fechou em queda de 0,30%, a 54.772 pontos, repercutindo último dia da temporada de resultados e dados dos EUA e Japão
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SÃO PAULO – Depois de enfrentar uma sessão de forte volatilidade, entre perdas e ganhos durante toda a sessão, o Ibovespa não conseguiu ficar no azul e, acompanhando as bolsas internacionais, fechou em queda. Com isso, o índice teve baixa de 0,30%, a 54.772 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas. Durante a manhã, o índice chegou a registrar perdas de 0,63% e, na máxima do dia, fechou em alta de 1,10%. O giro financeiro foi de R$ 7,86 bilhões. 

Por um lado, as ações do setor elétrico figuram entre as maiores altas do Ibovespa, repercutindo os resultados divulgados na na noite de quarta-feira (15). A Eletrobras (ELET3, R$ 5,18, +9,98%; ELET6, R$ 9,39, +13,41%) liderou os ganhos do índice. Logo atrás, aparecem os ativos do frigorífico JBS (JBSS3), que avançaram 5,94%, a R$ 6,96, seguindo os ganhos dos últimos dias após a divulgação do balanço do 1º trimestre.

Por outro lado, os papéis da Vale (VALE3; VALE5) registraram queda de mais de 1% pelo 5º pregão consecutivo. A mineradora, que possui a maior participação individual do Ibovespa, com cerca de 10% do índice, viu seus papéis ON caírem 2,34% (R$ 31,35) e os PNA registrarem perdas de 2,43%, a R$ 29,70. Já os papéis da Bradespar (BRAP4), holding que possui participação na mineradora, fecharam em queda ainda maior, de 2,78%.

Outro papel importante no Ibovespa que tem expressiva queda é o da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,79, -4,79%), que possui a terceira maior participação no Ibovespa e fechou R$ 0,01 acima da mínima do dia. 

Além delas, as ações ordinárias da Oi (OIBR3) também sofreram nesta sessão, registrando a maior queda do índice, de 4,93%, a R$ 5,21, repercutindo a retirada dos papéis da companhia do MSCI (Morgan Stanley Capital International). 

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OIBR3 OI ON 5,21 -4,93 -38,52 27,81M
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 1,79 -4,79 -59,13 270,24M
 GOLL4 GOL PN N2 11,37 -3,64 -11,86 22,17M
 BRAP4 BRADESPAR PN 22,75 -2,78 -30,70 30,80M
 MMXM3 MMX MINER ON 1,97 -2,48 -55,73 13,33M

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET6 ELETROBRAS PNB EJ 9,39 +13,41 +6,20 49,06M
 ELET3 ELETROBRAS ON EJ 5,18 +9,98 -11,67 31,95M
 JBSS3 JBS ON 6,96 +5,94 +17,17 114,60M
 MRVE3 MRV ON ED 6,97 +3,76 -39,55 44,78M
 MRFG3 MARFRIG ON 7,89 +3,41 -6,96 28,30M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram :

 Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Neg 
 VALE5 VALE PNA 29,70 -2,43 902,72M 45.842 
 PETR4 PETROBRAS PN 19,75 +0,92 495,15M 28.693 
 BBDC4 BRADESCO PN 33,47 +0,21 315,42M 14.792 
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 1,79 -4,79 270,24M 24.166 
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 34,77 -0,94 244,62M 14.494 
 RENT3 LOCALIZA ON 33,20 -0,06 193,84M 3.226 
 AMBV4 AMBEV PN 86,68 -1,96 176,14M 9.446 
 VALE3 VALE ON 31,35 -2,34 155,52M 14.335 
 BBAS3 BRASIL ON 25,17 +1,99 148,86M 12.588 
 BRML3 BR MALLS PAR ON 24,20 +0,41 137,08M 9.610 

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
 

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Dados dos EUA e do Japão movimentam mercados
A forte agenda econômica mundial ajudou a volatilizar o mercado, com dados importantes no Japão e nos EUA mostrando divergência sobre a recuperação econômica dos países. No país asiático, o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu mais do que o esperado no 1º trimestre, mas trouxe certas preocupações em relação ao volume de investimentos das companhias japonesas.

Já nos EUA, o Initial Claims, que mede a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, veio pior do que o esperado – 360 mil solicitações ante expectativa de 330 mil. Ainda por lá, foram divulgados o índice de preços ao consumidor, com queda de 0,4%, ante projeções de recuo de 0,2% e dados do setor imobiliário, como o número de casas em início de construção subindo 853 mil, contra projeções de aumento de 970 mil.

Ainda na agenda norte-americana, o indicador de autorizações para construção de imóveis marcou 1,017 milhões, valor acima dos 950 mil esperados. Por fim, o Philadelphia Fed Index mostrou recuo de 5,2 pontos na atividade industrial da região, enquanto projeções do mercado apontavam para alta de 2,5 pontos.

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Brasil: resultados e indicadores
A temporada de resultados brasileira terminou oficialmente na última quarta-feira (15), com resultados de grandes empresas. Um dos destaques foi a forte queda no lucro líquido da CSN (CSNA3) e a baixa de mais de 90% no Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da Eletrobras (ELET3, ELET6). Para conferir como foram os outros resultados divulgados, clique aqui.

O IBC-Br (Índice de Ativida Econômica do Banco Central) subiu menos do que o esperado em março, segundo análise da LCA Consultores. O indicador, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), avançou 0,7% em dados dessazonalizados. As projeções dos analistas da LCA apontavam para alta de 1,3%. No acumulado do ano, a alta é de 4%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, elogiou o resultado, dizendo que o crescimento foi “muito bom”.

Nesta sessão, Índices de preços também ganharam destaque, com o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) recuando 0,09% em maio, após alta de 0,18% no mês anterior. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), por sua vez, desacelerou para 0,38% em maio.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.