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SÃO PAULO – Após cinco sessões de queda, as ações da Vale (VALE3;VALE5) e das principais siderúrgicas encontram um certo alívio nesta sexta-feira (17). Os papéis da Vale, após caírem queda de mais de 10% no acumulado dos últimos cinco dias, veem seus papéis ON subirem 1,37%, a R$ 31,78, e os PNA terem alta de 1,45%, a R$ 30,13, às 11h37 (horário de Brasília) depois de chegarem a subir cerca de 2,3% mais cedo.
Já os papéis de companhias siderúrgicas também se destacam, com as ações da Usiminas (USIM3;USIM5) liderando os ganhos da sessão, com alta de 5,69% (R$ 8,73) para os ativos ON e de 4,63%, a R$ 8,58 para os USIM5, depois de sete dias sem apresentar uma alta muito expressiva – entretanto, os ativos acumulam queda de 12% no período. A CSN (CSNA3) também vê seus papéis registrarem alta de 2,09%, a R$ 6,84, após caírem por sete pregões seguidos. Desde o último dia 2, as ações da CSN já apresentam desvalorização de 16,84%.
Guiando tanto as quedas durante a semana quanto a alta nesta sessão, esteve o noticiário chinês. A China importa uma parcela bastante representativa da produção de minério de ferro e outras commodities do Brasil. Assim, qualquer indicação de crescimento ou estímulos maiores ou menores por parte do gigante asiático acabam afetando os papéis de companhias do setor.
Nesta sexta-feira, a alta das ações das companhias são guiadas pelos rumores de que o presidente do país, Xi Jinping, tomará a frente de uma série de medidas para estimular a economia, de acordo com informações divulgadas pela Reuters, que creditou uma fonte próxima do governo.
Nos últimos dias, notícias ruins
Entretanto, nos últimos dias, um quadro de notícias desanimadoras fizeram os papéis de companhias do setor registrarem baixas. Dentre elas, estavam os rumores de que o BC chinês não faria mais estímulos monetários para alavancar a economia local no começo da semana, que foram deixadas de lado após a indicação de que haverá estímulos para o país.
Além disso, na última terça-feira (14), o JPMorgan Chase diminuiu as projeções do banco para o crescimento da economia local. Os analistas do banco esperam que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresça 7,6% em 2013 – a projeção anterior apontava crescimento de 7,8%. Esta revisão teve também como base a produção industrial mais fraca do país, que ficou abaixo das expectativas e obscureceu as perspectivas de uma recuperação econômica no país.