HRT só tem uma esperança antes de desaparecer, diz Itaú BBA

Para eles, a companhia dificilmente deve perder o piso dos R$ 2,60, já que o caixa de R$ 829 milhões da companhia significa essa quantia por ação

Publicidade

SÃO PAULO – Os poços perfurados em Wingat e Solimões pela HRT (HRTP3) não encontraram quantidades comerciais de petróleo – sendo que o segundo foi considerado “seco”. Depois de encontrar água em ambos os poços, a companhia deve usar os resultados para tentar obter sucesso no terceiro poço a ser furado: Murombe, sua única esperança antes de desaparecer, já que o poço é chave para definir a continuidade da companhia, na opinião de Paula Kovarsky e Diego Mendes. 

Para eles, a companhia dificilmente deve perder o piso dos R$ 2,60, já que o caixa de R$ 829 milhões da companhia significa essa quantia por ação. “Uma companhia com um bolso gordo pode ter a luxúria de coletar os resultados de um poço seco e ir para o próximo, mas isso limita a probabilidade da venda de ativos na Namíbia, ou ao menos diminui o preço, o que prejudica o caixa da companhia”, afirma. 

A companhia, porém, recentemente adquiriu 60% dos poços da BP no Campo de Polvo, e pode se tornar a operadora da região, o que passa a estar incluído no modelo de Paula e Mendes – garantindo a continuidade da companhia no momento. Eles reduziram o preço-alvo de R$ 7,50 por ação para R$ 3,80 após as notícias da véspera, retirando os prospectos da Bacia de Solimões e de Wingat de suas projeções. 

Continua depois da publicidade

Chances de sucesso diminuíram
Além disso, Kovarsky e Mendes diminuíram a probabilidade de sucesso da companhia de 20% para 15% no modelo. “Wingat, na Namíbia, era o principal gatilho de curto prazo para a companhia e o que aconteceu ontem deve mudar a história da companhia”, afirmam os analistas.

O teste na Bacia do Solimões também chamava a atenção, já que testava a região de Arua, possivelmente com maiores condições de ter petróleo do que os outros poços furados anteriormente, mais a oeste. “Esperamos que o mercado reaja muito mal aos poços secos”, afirmam. Os poços estão sendo abandonados. 

A companhia busca sucesso agora em Murombe, mais uma fronteira para a companhia. Depois de encontrar presenças tímidas de hidrocarbonetos em Wingat, a companhia destaca que acredita que estes podem estar interligados com o prospecto de Murombe, onde a grande quantidade de petróleo, supostamente, estaria. Isso é uma mudança das outras afirmações do grupo, que diziam que os prospectos na Namíbia eram independentes.