Gerdau atinge menor patamar desde 2011; “mesmo assim é a melhor do setor”, diz JP

Analistas avaliam que companhia terá recuperação menor do que a estimada anteriormente; entretanto, companhia segue preferida do setor

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SÃO PAULO – O JPMorgan rebaixou as ações da Gerdau (GGBR4) de overweight (exposição acima da média) para neutro e reduziu o preço-alvo de R$ 18,50 para R$ 16,50. Os analistas do banco avaliam que a recuperação dos ganhos deve vir mais devagar do que o inicialmente esperado, guiado por uma demanda mais fraca e recuperação de margens no Brasil.

Com isso, as ações GGBR4 lideram as perdas do Ibovespa às 15h20 (horário de Brasília), com queda de 3,08%, a R$ 13,20, o menor patamar desde 19 de dezembro de 2011.

Apesar de acreditar que o lucro da companhia atingiu o seu ponto mais baixo no primeiro trimestre, prevendo recuperação a partir daí, os analistas Rodolfo Angele, Mandeep Manihani e Lucas Ferreira, há um potencial de valorização para as ações bastante limitado para os papéis dada as condições atuais do negócio, que ainda continuam desafiadoras pelo lado da margem e da demanda. 

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Assim, apontam os analistas, a ação está cara pela avaliação atual, apesar de ainda a considerar a preferida do setor siderúrgico, especialmente em relação às companhias brasileiras. Por outro lado, eles seguem com recomendação overweight para os ativos da Metalúrgica Gerdau (GOAU4), vendo que a ação da companhia está sendo negociada com desconto em relação a Gerdau.

Apesar de tudo, ainda é a melhor 
Apesar de ter rebaixado as ações, os analistas do JPMorgan avaliam que a Gerdau segue como a mais bem posicionada do setor de aço no Brasil, avaliando que a companhia possui uma boa exposição nas demandas de construção no País, que vêm numa crescente, além de um portfólio diversificado e com aumento da exposição do minério de ferro.

Entretanto, apontam, dadas as presentes condições, bastante desafiadoras, os analistas, Angele, Manihani e Ferreira veem o papel da companhia como caro, levando o preço-alvo dos papéis para R$ 16,50 – um potencial de valorização de 25% em relação à cotação. “O segundo trimestre deve ser um ponto crítico, após dois trimestres fracos, para os investidores obterem mais informações sobre o futuro da companhia.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.