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SÃO PAULO – A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será encerrada nesta quarta-feira (29) e vem dividindo os economistas de mercado. Enquanto uma parte dos especialistas acredita que a taxa de juros será elevada em 0,25 ponto percentual, para 7,75% ao ano, outros consideram como mais provável uma alta de 0,50 ponto percentual, para 8% ao ano.
De 74 casas que tiveram suas projeções compiladas pelo InfoMoney, 39 veem alta de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto 35 esperam alta de 0,50 ponto percentual. Dentre um dos fatores que torna como certa a elevação da Selic, está a preocupação com a inflação, assim como as expectativas para a recuperação da atividade econômica brasileira. Por outro lado, as incertezas com relação ao exterior podem levar a um ajuste mais suave ao longo do tempo.
Com isso, as apostas do mercado ainda apontam para uma alta de 0,25 ponto percentual, para 7,75% ao ano. Entretanto, acredita-se que a decisão será bem dividida entre os integrantes do Comitê e um possível ajuste mais forte, de 0,50 ponto percentual, não seria uma surpresa. Veja abaixo os principais pontos das projeções dos economistas para a reunião do Copom:
| O que os economistas esperam para a próxima reunião do Copom? | |
| “Entendemos que as autoridades monetárias estão limitadas pela fraca expansão da demanda doméstica, além de esperarmos menor inflação durante a maior parte do segundo semestre de 2013, devido a fatores sazonais. Assim, apesar do tom do discurso, esperamos que a autoridade monetária mantenha o atual ritmo de elevação da Selic até julho (de alta de 0,25 ponto percentual), até chegar a 8% ao ano”. – Santander | “Levando em consideração o cenário mais desfavorável ao arrefecimento da inflação e o maior rigor adotado pelo BC nos recentes discursos de seus diretores, esperamos que o Copom deva alterar o nível de ajuste na política monetária em sua próxima reunião, que ocorrerá na semana que vem, elevando a taxa Selic em 50 pontos base, para 8,00% ao ano. Além de os indicadores de preços demonstrarem a necessidade de um aperto monetário para controlar a inflação, será divulgado na semana que vem o PIB referente ao 1º trimestre deste ano, que deve indicar uma recuperação do nível de atividade, puxado pela retomada dos investimentos” – Planner Corretora. |
| “Acreditamos que o Banco Central vai caminhar para uma alta de 25 pontos-base na Selic, em uma decisão dividida, mas deixando as portas abertas para uma caminhada de 50 pontos-base” – Barclays | “É relevante o grau de incerteza em relação à decisão do Copom (…) Continuamos a projetar a manutenção do ritmo de elevação em 25 pontos-base, mas reconhecemos ser relevante a probabilidade de que o ritmo seja intensificado para 50 pontos-base; assim como nos parece relevante a chance de que a decisão venha a ser novamente dividida” – LCA Consultores |
| “Com o agravamento da crise internacional na Zona do Euro, nos Estados Unidos e na China, a perspectiva de vacas magras prejudica o mercado globalizado. (…)Estamos num momento em que é necessário optar entre o controle inflacionário e o risco de agravamento da situação econômica, que prejudicaria ainda mais a competitividade das empresas, assim como seu endividamento. Levando-se em conta esse cenário, a equipe do Banco Central deverá aumentar em 0,25% a taxa Selic, prejudicando o crédito mas apostando no controle inflacionário e manutenção da empregabilidade, bandeiras mantida pelo Governo” – Reinaldo Gonçalves, professor da FASM | “O governo vem adotando uma política fiscal expansionista, pois acredita que a alta dos preços está associada, de forma restrita, à alta dos alimentos e não reconhece o excesso de demanda sobre a oferta de bens e serviços como causador da inflação vigente. Desta forma, o governo adota uma posição claramente contrária ao discurso do BC. Diante deste quadro, se a intenção do BC for trazer a inflação para o centro da meta de 4,5%, o ajuste necessário nos juros deverá ser maior que o precificado pelo mercado futuro. Por esse motivo, é provável que o Copom, na próxima reunião, quarta-feira, aumente a Selic em 0,5 ponto percentual, ao invés de 0,25 ponto percentual” – Queluz Asset Management. |
| No início de abril, houve elevação de 0,25%, para 7,5%. Para os economistas e professores da Trevisan Escola de Negócios, o movimento deve se repetir, com nova alta de 0,25%, elevando a taxa para 7,75%.”Tal aumento se justifica pela pressão inflacionária e manutenção do quadro negativo na Zona do Euro, associado a dados da China que apontam crescimento menor para este ano”, – Cláudio Gonçalves, professor do MBA de Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios. | “Para a taxa básica de juro esperamos aumento de 0,5 ponto percentual, seguido por mais um de igual magnitude em julho e um último de 0,25 ponto em agosto. No mercado especula-se que se houver nova frustração no crescimento do PIB, o Copom optaria por um passo mais modesto no aumento da selic e que talvez até mesmo já sinalizaria o final próximo do processo de ajuste. À luz da análise, isso seria um enorme erro. Por essa razão não contemplamos tal alternativa em nosso cenário. No entanto, os inúmeros equívocos registrados pela atual política econômico, muito deles provavelmente em função de objetivos eleitorais, não permitem descartar tal hipótese”. MCM Consultores |