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SÃO PAULO – As autoridades do Federal Reserve estão elaborando uma estratégia para diminuir gradualmente o programa de compra de títulos públicos para estimular a economia norte-americana, conhecido como Quantitative Easing 3, informou uma reportagem do Wall Street Journal, publicada neste fim de semana.
Após oito meses do lançamento do programa, os membros do banco central norte-americano planejam cortar o volume de compra de títulos, hoje em US$ 85 bilhões por mês, variando essas compras conforme a evolução da inflação e mercado de trabalho.
A medida é um esforço da autoridade monetária dos Estados Unidos para tentar preservar a flexibilidade e administrar as imprevisíveis expectativas do mercado, num plano que deve ser elaborado em etapas cuidadosas e possivelmente intermitentes. A data de início desse processo, entretanto, ainda está em discussão.
As autoridades estão se concentrando em esclarecer a estratégia para previnir reações exageradas do mercado, evitando a expectativa de que o recuo seja um processo contínuo e uniforme como ocorreu em 2003 e 2006, quando o Fed aumentou a taxa de juros de curto prazo numa série de incrementos de 0,25 ponto percentual durante 17 reuniões de políticas monetárias seguidas.
Uma parcela do mercado, entretanto, ainda acredita que continua parecendo precipitado qualquer discussão mais forte sobre uma redução no QE3, ainda mais quando é considerada as claras preferências das autoridades – Ben Bernanke e Janet Yellen.
Contudo, é importante deixar em evidência que o Fed foi claro em seu último documento, de que está flexível: “estamos preparados para aumentar ou diminuir o ritmo de compra de títulos, de acordo com a evolução do cenário econômico”, disse.
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Na última sexta-feira, o presidente regional do Fed em Dallas, Richard Fisher, disse, em entrevista ao Wall Street Journal, que o banco não quer fazer uma mudança muito radical no curso do QE3. “Creio que temos que reduzir a marcha”, disse. Fisher é parte de um grupo de conservadores do Fed que se preocupa com as políticas de afrouxamento monetário da instituição.
Fisher, no entanto, disse que, na última reunião, foi a favor de começar imediatamente o recuo. Ainda assim, as autoridades não decidiram quando começar. Alguns dirigentes, apontou a reportagem, talvez vislumbrem um início nos próximos meses, se os dados indicarem fortemente que a economia está resistindo aos aumentos de impostos e cortes de gastos do governo norte-americano, que parecem emperrar o crescimento. Porém, o Fed poderia esperar mais tempo, principalmente se a economia decepcionar, como ocorreu nos últimos anos durante os meses de primavera e verão no hemisfério norte.