OGX, Petrobras, Vale, MMX e CSN caem forte; HRT atinge alta de mais de 6%

Ainda entre os destaques, papéis do BB registram queda após CVM suspender IPO da BB Seguridade por 30 dias; Triunfo movimenta 8,8% a mais de contêineres em Navegantes

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em queda de 1,91%, aos 53.913 pontos na cotação das 13h10 (horário de Brasília), seguindo os mercados mundiais, que demonstram pessimismo em relação aos dados piores que o esperado da economia chinesa. Esta segunda-feira (15) marca o vencimento de opções sobre ações negociadas na BM&FBovespa.

Também chama atenção do mercado a movimentação das ações da Vale (VALE3; VALE5) que são fortemente penalizadas pelos dados econômicos da China. Os papéis ordinários da mineradora caem 4,05%, a R$ 33,18, enquanto os preferenciais recuam 3,83%, a R$ 31,67.

No mesmo horário, as ações da Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, recuavam 4,50%, a R$ 24,83. Já a MMX Mineração (MMXM3) apontava queda de 3,96%, a R$ 1,94, enquanto a siderúrgica CSN (CSNA3), que também possui operações na mineração, caía 2,81%, com as ações cotadas a R$ 7,95.

Isso ocorre após a China reportar expansão de 7,7% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre, ante 7,9% no último trimestre de 2012. O dado veio mais fraco também do que as projeções compiladas pela Reuters, que apontavam expansão de 7,9%.

Em função do dado decepcionante, o RBS reduziu sua estimativa de crescimento da China no ano a 7,8%, frente a 8,4% antes dos dados. “Isso se deve tanto ao impacto do início mais fraco de 2013 quanto ao fato de os dados do primeiro trimestre mostrarem uma dinâmica de crescimento trimestral mais lenta do que o esperado”, escreveu Louis Kujis, economista-chefe do RBS, em nota a clientes.

Sem novos reajustes em 2013, Petrobras cai
Com a entrevista da presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Maria das Graças Foster, no último sábado pelo jornal “Zero Hora”, afirmando que não haverá novo aumento da gasolina e diesel em 2013, as ações da companhia registram baixa nesta sessão.

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Os ativos PETR3 registram baixa de 3,47%, a R$ 15,84 – patamar mínimo do dia -, enquanto os ativos preferenciais, que atingiram queda de 2,78%, a R$ 17,46, apresentavam perdas de 2,73%, a R$ 17,47.  

De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, as declarações de Graça Foster são negativas, indo contra as perspectivas de menor ingerência política na empresa. Os analistas avaliam o cenário para a companhia, em um cenário em que ainda existe uma discrepância entre o preço de gasolina e diesel internacional e o praticado no mercado doméstico.

OGX cai mesmo com rumor de farm-out
As ações da OGX Petróleo (OGXP3), do Grupo EBX, retornam para o campo negativo nesta sessão após um breve alívio na última sexta-feira, quando subiram 6,16%, depois de cair por oito pregões consecutivos. 

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Os papéis da companhia registram queda de 3,23%, a R$ 1,50, mesmo após rumores apontarem que o empresário Eike Batista estaria negociando a venda de 40% de um bloco da petrolífera na Bacia de Campos para a estatal da Malásia, Petronas. A informação é da coluna de Lauro Jardim, da Veja. 

As especulações sobre a possibilidade de um farm-out (venda de participação em blocos) voltam à tona em um momento crítico da empresa para conseguir se capitalizar em meio à crise de credibilidade que o grupo vem sofrendo. Os papéis da companhia caem no acumulado do ano 66,21%. Em mensagem no Twitter, Eike disse estar “decepcionado” com o desempenho das ações da OGX na bolsa, mas afirmou que está trabalhando para mudar esta realidade com nova disciplina. 

HRT sobe 5%
Fora do Ibovespa, as ações da HRT (HRTP3) registram valorização de 4,18%, sendo cotadas a R$ 4,74. Na máxima do dia, atingiram alta de 6,59%, a R$ 4,85. No mês, os papéis acumulam ganhos de 43,84%.

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Segundo matéria da Bloomberg, depois de caírem 60% no ano passado, os papéis da companhia são negociados a 0,37 do seu valor patrimonial, definido como a razão entre o preço de mercado das ações e o patrimônio líquido – o que representa o maior desconto em relação às empresas do setor de petróleo com menos de US$ 600 milhões em valor de mercado. Como base de comparação, a Queiroz Galvão (QGEP3) é negociada atualmente a 1,37 do seu valor patrimonial, seguida pela Petrobras e OGX Petróleo, a 0,67 e 0,65, respectivamente.   

Agrenco sobe mais de 8% após liminar
Os papéis da Agrenco (AGEN11) ganham força nesta segunda depois que a empresa informou que os seus credores estão proibidos de executar medidas de expropriação patrimonial. A decisão foi tomada no dia 12 de abril e divulgada hoje na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da empresa subiam 6,25%, indo de R$ 0,48 para R$ 0,51. Na máxima do dia, eles chegaram a valer R$ 0,53, indicando valorização de 10,42%. 

Em comunicado, a Agrenco, trading de commodities que está em recuperação judicial desde 2008, disse que a decisão é “extremamente importate”, uma vez que significa que vai manter as unidades de Alto Araguaia (MT) e Caarapó (MS) em funcionamento, o que garantirá a apresentação de um “novo plano de recuperação judicial que atenda aos interesses de todos”.

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CVM suspende IPO da BB Seguridade por 30 dias
A SRE (Superintendência de Registro de Valores Mobiliários) da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) suspendeu pelo prazo de 30 dias a oferta pública de distribuição de ações da BB Seguridade, – braço de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil (BBAS3). 

A suspensão ocorreu em razão da utilização de materiais publicitários irregulares na divulgação da oferta, configurando infração ao art. 50 da Instrução CVM nº 400/03. Durante os 30 dias, deverão ser resolvidos os motivos que levaram à suspensão, ob pena de cancelamento da oferta.

Caso seja realizado, o IPO da BB Seguridade pode ser o maior já realizado para uma estreante em bolsa, podendo levantar até R$ 12,15 bilhões. As ações do Banco do Brasil operam em queda de 1,48% neste pregão, cotadas a R$ 27,93, e atingiram na mínima do dia, perda de 2,61%, a R$ 27,61.

Triunfo movimenta 8,8% a mais de contêineres em Navegantes
A movimentação de contêineres da Triunfo (TPIS3), no Terminal Portuário de Navegantes, em Santa Catarina, somou 152.028 TEUs (contêiner padrão, de 20 pés) no primeiro semestre do ano, com aumento de 8,8% na comparação com os 139.719 TEUs no mesmo período de 2012. 

Quanto ao tráfego das rodovias da companhia, o desempenho nos três primeiros meses do ano registrou crescimento de 3,2% na comparação ao verificado no mesmo período de 2012, atingindo 22 milhões de veículos equivalentes.