Ibovespa cai mais de 1% com temores na China e Alemanha

Endividamento chinês e rating alemão ligam sinal de alerta nos mercados; reunião do Copom define rumo da Selic nesta noite

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera em queda nesta quinta-feira (17). O benchmark brasileiro apresenta desvalorização de 1,13%, a 53.379 pontos, na cotação das 10h59 (horário de Brasília), em meio às más notícias sobre o endividamento chinês, o rating alemão e os resultados dos EUA. Na mínima do dia, o índice apontou recuo de 1,60%, quando chegou a 53.127 pontos.

Ainda na agenda, os investidores aguardam nesta tarde a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve. Já de noite, a expectativa fica com o segundo dia da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na qual será definido o rumo da taxa básica de juros – a maioria dos especialistas aposta em uma alta de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 7,5% ao ano.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Embraer (EMBR3, R$ 16,20, -3,86%), JBS (JBSS3, R$ 5,89, -3,60%), GOL (GOLL4, R$ 11,64, -3,56%), Marfrig (MRFG3, R$ 6,07, -3,34%) e Bradesco (BBDC4, R$ 32,80, -2,93%). Já a OGX Petróleo (OGXP3) recua 2,14% neste momento, a R$ 1,37, após chegar a cair mais de 10% no começo do pregão.

China e Japão no radar
O temor de um endividamento chinês orienta negativamente os investidores. Uma matéria do Financial Times indica que um auditor sênior tem alertado sobre o risco de endividamento do país estar fora do controle, o que pode levar a uma crise financeira maior do que aquela vivida no mercado imobiliário norte-americano.

Segundo o analista, alguns bonds locais não mostram solidez suficiente, o que pode trazer problemas muito sérios caso haja uma piora na situação econômica.

Ainda na Ásia, uma autoridade sênior do Banco do Japão disse que o BC vai considerar aumentar a frequência de suas compras de títulos da dívida do governo de longo prazo, em resposta aos temores dos operadores sobre distorções do mercado, segundo reportagem da Reuters.

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Rating alemão em risco?
Na Europa, as perdas no índice alemão são fortes com rumores de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixe o rating do país. Segundo notícia da CNBC, a agência já garantiu que não cortará o rating nesta sessão.

Ainda no Velho Continente, o Bank of England divulgou a minuta de sua última reunião de política monetária, com seus membros mais uma vez divididos entre aumentar seu programa de compras de ativos ou não. Atualmente, o programa totaliza £ 375 bilhões. Já o índice de desemprego da Grã-Bretanha ficou levemente acima do esperado em abril, subindo para 7,9%, ante projeções de aumento para 7,8%.

EUA: resultados e livro bege
Nos EUA, o resultado do primeiro trimestre do Bank of America Merrill Lynch ficou abaixo do esperado, com lucro líquido de US$ 2,6 bilhões, ou US$ 0,20 por ação. Quem também decepcionou foi o Yahoo!, que trouxe vendas piores do que o previsto.

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O mercado aguarda também a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, que mostra o atual cenário econômico norte-americano e dá novas sinalizações sobre os planos da autoridade monetária para o país. O relatório sairá às 15h, horário de Brasília.

Indicadores brasileiros
Nesta manhã, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) divulgou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com inflação de 0,08% na segunda quadrissemana de abril, ante deflação de 0,11% registrada na primeira leitura de abril. O resultado veio acima da média esperada pelo mercado de alta de 0,2%.

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