Setor de serviços dos EUA sobe no ritmo mais rápido em 1 ano

O ISM informou nesta terça-feira que seu índice do setor de serviços subiu para 56, ante os 55,2 registrados em janeiro, ficando acima do esperado pelo mercado, que previa 55

(Shutterstock)
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NOVA YORK – O crescimento do amplo setor de serviços dos Estados Unidos acelerou a seu nível mais alto em um ano em fevereiro, ajudado pela recuperação em novas encomendas e demanda por exportações, de acordo com relatório do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês).

O ISM informou nesta terça-feira que seu índice do setor de serviços subiu para 56, ante os 55,2 registrados em janeiro e acima do esperado pelo mercado, que previa 55. Trata-se do maior nível desde fevereiro do ano passado.

Leitura acima de 50 indica expansão do setor.

O índice de novas encomendas saltou de 54,4 para 58,2, enquanto os pedidos para exportações avançaram de 55,5 em janeiro a 60,5, seu maior nível desde maio de 2007.

Após atingir uma máxima recorde intradia na abertura de Wall Street nesta terça-feira, o índice Dow Jones ampliou seus ganhos depois da divulgação dos dados de serviços.

“Esse foi, sem dúvida, um dado positivo”, afirmou o estrategista-sênior de câmbio da BNY Mellon, Michael Woolfolk. “Isso reflete melhorias ao reforçar a visão de que a economia continua a melhorar e deve contribuir para os ganhos que têm impulsionado as bolsas a um novo recorde”, completou.

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Entretanto, o índice de emprego perdeu força levemente, seguindo de 57,5 em janeiro a 57,2.

O setor de serviços parece estar em expansão, apesar do aperto de cinto do governo norte-americano e maiores impostos sobre a folha de pagamento, que acabaram por reduzir a renda disponível dos consumidores.

Na semana passada, o relatório do ISM sobre a indústria dos EUA mostrou que ritmo de crescimento do setor acelerou em fevereiro para seu maior nível em mais de um ano e meio.

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“Em resumo, os dados se encaixam na mensagem do ISM industrial de que o lado da oferta está navegando muito bem pelas etapas iniciais do aperto fiscal recente, e, de forma presumida, não está vendo uma desaceleração significativa na demanda”, avaliou o estrategista-chefe de câmbio Alan Ruskin, do Deutsche Bank em Nova York.

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