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*Atualizada às 09h03 (horário de Brasília)
SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) foi o grande destaque da bolsa nesta terça-feira (12), com cinco grandes bancos internacionais recomendando a venda das ações da petrolífera de Eike Batista nesta sessão. Outros dois, Itaú BBA e Deutsche Bank, mantiveram suas recomendações, de compra e venda, respectivamente.
Mesmo assim, os papéis tiveram grande volatilidade: marcaram mínima de R$ 2,51, quando a queda era de 5,28%. Depois disso, os papéis se recuperaram, chegaram a operar no azul, e fecharam com recuo de “apenas” 1,51%, aos R$ 2,61 – que representa o segundo menor fechamento de sua história, abaixo apenas do dia 6 de novembro de 2008, quando fechou aos R$ 2,54. Assim, ajudou o Ibovespa a fechar em queda de 0,57%, aos 58.208 pontos.
Citi, UBS, Credit Suisse, Bank of America Merrill Lynch e Santander pediram aos seus clientes que desfaçam das posições na petrolífera, após o relatório de produção mostrar números mais fracos que os estimados anteriormente. Por conta disso, essas casas optaram por realizar cortes nos preços-alvos, ancorados na piora dos números da companhia.
Produção em Tubarão Azul é o foco do mercado
A empresa parece ter encontrado problemas graves com os poços, graças a sua baixa permeabilidade, colocando em dúvida a viabilidade econômica do campo de Tubarão Azul. Para o UBS, a produção de dois dos três poços coloca em risco toda a tese de exploração da região, jogando dúvidas sobre os principais reservatórios da companhia.
Já o Itaú BBA manteve a recomendação de outperform (performance acima da média do mercado), após a analista Paula Kovarsky conversar com a empresa para entender o que se passa – e salientar que o reservatório de Tubarão Azul é muito menos homogêneo do que o esperado anteriormente.
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Os números foram o suficiente para o BofA alterar as suas projeções da produção no longo prazo. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner agora estimam que a companhia estará produzindo 269 mil barris diários de petróleo em 2024 contra a projeção de 462 mil barris por dia. “Esses números já assumem a habilidade da companhia em colocar diversos projetos em operação nos próximos anos”, alertam.
Já Marcus Sequeira, analista do Deutsche Bank, destaca que a empresa tem um deadline para declarar a comercialidade dos blocos nas bacias de Campos e Santos, que expira nesta terça. “Olhando para os resultados da exploração, é alta a possibilidade da empresa retornar blocos, suportando a nossa estimativa, abaixo do consenso dos outros players, de reservas recuperáveis da empresa muito menores na bacia de Campos”, afirma.
Enquanto isso, os analistas do Citi chamam a atenção para um possível farm-out no campo de Tubarão Martelo, ou seja, a venda das concessões da empresa nesta região – o que poderia permitir a companhia ajustar o seu portfólio. “Rebalancear o portfólio vai ser o ponto-chave para a ação no longo prazo, mas isso vai depender do farm-out no Tubarão Martelo”, avisam os analistas Pedro Medeiros e Fernando Valle.
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O Santander se juntou aos outros cinco bancos e também rebaixou a recomendação dos papéis da OGX, de manutenção para underperform, equivalente a venda, além de ter cortado o preço-alvo, de R$ 5,70 para R$ 1,80 – o que representa um potencial de desvalorização de 31,03% em relação ao último fechamento.
Confira as recomendações:
| Bancos | Antigo Preço-Alvo | Novo Preço-Alvo | Downside | Recomendação |
| BofA | R$ 5,00 | R$ 1,00 | -61,69% | Underperform* |
| Citi | R$ 5,00 | R$ 2,15 | -17,62% | Venda |
| UBS | R$ 6,00 | R$ 2,30 | -11,88% | Underperform* |
| Credit Suisse | R$ 5,70 | R$ 2,00 | -23,37% | Underperform* |
| Itaú BBA | R$ 8,30 | R$ 8,30 | +218,01% (upside) | Outperform** |
| Deutsche Bank | R$ 2,00 | R$ 2,00 | -23,37% | Venda |
| Santander | R$ 5,70 | R$ 1,80 | -31,03% | Underperform* |
| *Performance abaixo da média do mercado, equivale a venda **Performance acima da média do mercado, equivale a compra |
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