Vale planeja vender mina na Argentina; OGX prorroga exploração de 4 blocos

HRT consegue extensão de 4 anos na fase de exploração em Solimões; Embraer reverte prejuízo e lucra R$ 253,7 milhões no 4º trimestre

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*Primeira versão publicada às 08h57 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – A manhã desta quarta-feira (13) é de perdas para as bolsas ao redor do mundo, enquanto os investidores aguardam por indicadores norte-americanos. Por aqui, a principal refêrencia fica com a temporada de balanços: JBS (JBSS3) e CPFL (CPFE3) divulgam seus resultados após o fechamento deste pregão. 

Ainda entre os destaques corporativos, a Vale (VALE3; VALE5) planeja colocar à venda a concessão da mina de potássio na Província de Mendoza, na Argentina, onde se localiza o projeto do Rio Colorado, informou o Valor. No início desta semana, a mineradora suspendeu o projeto, avaliado em US$ 5,9 bilhões, em função do atual foco da empresa em disciplina de alocação de capital. 

Segundo o jornal, a empresa quer fazer um “data room” para vender a concessão, incluindo a mina e equipamentos e serviços já instalados. A ideia é reduzir as perdas com o projeto, superiores a US$ 2 bilhões.

Também sobre a mineradora, o jornal Clarín disse que a Vale pode demitir 6.800 funcionários que trabalhavam no projeto da Argentina. Hoje, ocorrerá uma audiência entre o Ministério do Trabalho do país e os representantes do governo e funcionários da Vale para tratar sobre o assunto. 

Embraer reverte prejuízo em lucro
A fabricante de jatos Embraer (EMBR3) registrou lucro de R$ 253,7 milhões no quarto trimestre de 2012, revertendo o prejuízo de R$ 171,6 milhões de um ano antes. A comparação, contudo, é prejudicada por uma provisão para perdas de R$ 662 milhões feita nos últimos meses de 2011 após o pedido de concordata da American Airlines.

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A companhia fechou o quarto trimestre com receita líquida de R$ 3,92 bilhões, sendo 7% superior do que o registrado no mesmo período do ano anterior anterior – o maior faturamento visto em um 4º trimestre desde 2008, sem considerar a inflação do período. Foram entregues 23 aeronaves comerciais e 53 aeronaves executivas. 

OGX prorroga exploração de 4 dos 7 blocos
A OGX Petróleo (OGXP3) confirmou a extensão da exploração em ao menos 4 blocos, mostrou o site da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) na noite da última terça-feira (12).

Os blocos C-M-499, C-M-591, na bacia de Campos, e os blocos S-M-270 e S-M-314 tiveram um PAD (Plano de Avaliação de Descoberta) propostos à ANP, que agora analisa esses dados. 11 blocos estariam para vencer nesta sessão, mas 3 deles – C-M-620, C-M-621 e S-M-226 -, já contavam com um PAD ativo, permitindo que a companhia tenha mais tempo para desenvolver a operação nessas regiões. O plano de dois blocos termina em setembro, enquanto o outro vê o prazo terminar no final de novembro.

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Enquanto isso, outro bloco, C-M-560 está com um poço em implantação – também permitindo que a companhia tenha mais tempo. No momento, apenas três blocos não possuem destino definido: C-M-466, C-M-591 – cujo PAD já se extinguiu – e S-M-268. A petrolífera de Eike Batista tinha até às 23h59 (horário de Brasília) de ontem para pedir a extensão dos prazos ou devolvê-los à ANP.

Santander se junta a bancos internacionais e “corta” OGX
Na esteira de outros bancos internacionais – Citi, UBS, Credit Suisse e Bank of America Merrill Lynch -, o Santander rebaixou a recomendação dos papéis da OGX Petróleo (OGXP3), de manutenção para underperform, equivalente a venda, além de ter cortado o preço-alvo, de R$ 5,70 para R$ 1,80 – o que representa um potencial de desvalorização de 31,03% em relação ao último fechamento. 

HRT consegue extensão da fase exploratória em Solimões
A HRT (HRTP3) anunciou hoje que a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) concedeu uma extensão de quatro anos para a vigência do segundo período da fase de exploração para 10 blocos localizados nas áreas sul e leste da Bacia do Solimões, os quais são: 
SOL-T-151, SOL-T-174, SOL-T-196, SOL-T-197, SOL-T-192, SOL-T-214, SOL-T-215, SOL-T-216, SOL-T-217 e SOL-T-218.

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Em comunicado, a empresa informa que essa decisão oferece a oportunidade de conduzir sua campanha exploratória até março de 2017 em uma região inexplorada que cobre uma área maior do que 27.000 km², com potencial de identificar novas acumulações de hidrocarbonetos.

Pão de Açúcar demite 18 executivos e mexe na Via Varejo
O Pão de Açúcar (PCAR4), por sua vez, demitiu 13 executivos do grupo e 5 da Via Varejo (VVAR3), empresa que reúne Casas Bahia, Ponto Frio e Nova Pontocom (vendas online), em um momento de disputa entre os dois maiores acionistas da companhia: o francês Casino, novo controlador, e Abilio Diniz. 

As alterações foram comandadas por Enéas Pestana, presidente do grupo, e não encontraram resistência dos acionistas. O objetivo da operação é simplificar a estrutura do Pão de Açúcar e mexer nas áreas prioritárias da Via Varejo  – financeira e logística.

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Contax realiza AGE em abril sobre processo de reestruturação
A Contax (CTAX4) comunicou ao mercado que será realizado até o dia 8 de abril, proposta que contempla, entre outras medidas correlatas: a cisão parcial da CTX, com a incorporação da parcela cindida ao patrimônio da Contax; a migração da empresa para o segmento especial de listagem nível 2 da BM&FBovespa; e a instituição de um programa de emissão de certificados de depósitos de ações para formação de units compostas de ações ordinárias e preferenciais de emissão da companhia.