JPMorgan, Deutsche e BofA elevam projeções para a economia dos EUA

Dois primeiros bancos esperam crescimento de 2,3% do PIB norte-americano em 2013, enquanto BofA vê perspectiva de revisão no PIB no 1º trimestre para alta

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SÃO PAULO – Em meio aos bons números da economia norte-americana, diversas instituições estão revisando para cima as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA. Após o fundador da Pimco, Bill Gross, dobrar a sua estimativa para o crescimento do PIB para 3% em 2013, desta vez os analistas de grandes bancos revisaram suas projeções. 

O Deutsche Bank foi um dos que se mostraram otimistas ao elevar sua projeção da atividade do país para alta de 2,3%, ante expectativa anterior de 1,7% em 2013. Este novo valor é o mesmo projetado pelo JPMorgan, que apresentava como estimativa anterior alta de 1,5%.

O Deutsche revisou as estimativas para todos os trimestres, esperando por uma alta no PIB de 3% nos primeiros três meses – ante expectativa anterior de 1,5% – seguidos por alta de 2,3%, 3% e 3,5% nos próximos três trimestres – ante projeção de alta de 2%, 2,5% e 3% para os períodos respectivos. 

Consumo é um dos catalisadores
O banco alemão destaca três fatores como chaves para a revisão na expectativa para a maior economia do mundo. O primeiro fator foi o número bastante animador para as exportações dos EUA, que deve continuar nos próximos meses corroborado pela pesquisa ISM (que mede a atividade do setor de serviços), que apresentou melhora perceptível em fevereiro.

As vendas do varejo no mês passado também surpreenderam de forma positiva, sendo o segundo fator positivo. Isso apesar de eventos desfavoráveis como aumento de impostos na folha de pagamentos e os preços mais altos da gasolina, além de restituições mais lentas do que o esperado. Como resultado do feriado da Páscoa e um desembolso mais rápido das restituições à frente, a expectativa é que o consumo se acelere, avalia a equipe de análise do Deutsche.

Os analistas do JPMorgan destacam também os maiores gastos dos consumidores que agem, apesar dos eventos desfavoráveis, “como se nada tivesse mudado” em termos da alta na tributação para a população.

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Já o Bank of America Merrill Lynch, que esperava por maior contenção dos gastos em meio à austeridade fiscal, ressaltou que este claramente não é o caso. Entretanto, avaliou que talvez os impostos subam mais, afetando o consumidor nos próximos meses.

Contudo, avalia o BofA, o risco de enfraquecimento das vendas é menor do que anteriormente previsto, o que pode levar a uma alta nas estimativas de crescimento do PIB, atualmente de 1% no primeiro trimestre. 

O Deutsche Bank, por sua vez, destaca ainda que os dados de emprego e de construção civil se mostraram bem acima do esperado, sendo que este último setor responde por uma parcela bastante importante do PIB, de 20%. Para o Deutsche, o aumento dos preços das casas não pode ser exagerado e deve, inclusive, estimular os empréstimos para o país.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.