Ibovespa perde força e cai, sob pressão de papéis da Petrobras

Ação preferencial da petrolífera cai mais de 1%, a um dia do vencimento de opções; indicadores econômicos vieram bons

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*Atualizado às 10h45 (horário de brasília)

SÃO PAULO – Depois de iniciar o pregão em alta, sutentado por bons números na economia brasileira e na norte-americana, o Ibovespa perde força e cai. Às 10h40 o índice mostrava perdas de 0,19%, aos 57.170 pontos, pressionado pela queda da Petrobras (PETR3, -0,86%, R$ 17,28; PETR4, -1,39%, R$ 19,11).

A queda da petrolífera acontece depois das ações saltarem mais de 3% no último pregão. A queda dessa sexta-feira também acontece na véspera do vencimento de opções sobre ações, que acontece na segunda-feira. O dia anterior ao vencimento costuma trazer mais volatilidade aos papéis.

A ponta negativa do Ibovespa é marcada pelas ações da MRV Engenharia (MRVE3, R$ 10,02, -6,00%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,89, -2,51%), Usiminas (USIM5, R$ 10,51, -1,78%; USIM3, R$ 11,29, -1,74%) e BRF (BRFS3, R$ 42,59, -1,53%).

O dia também conta com uma série de resultados trimestrais. Desde o último fechamento, MRV Engenharia (MRVE3), Positivo (POSI3), V-Agro (VAGR3), Dufry (DAGB11), Lopes Brasil (LPSB3), Eternit (ETER3) e Ecorodovias (ECOR3) divulgaram seus números.

Na outra ponta, a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 2,49, +4,18%) lidera os ganhos do dia,

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Na agenda de indicadores, o IBC-Br, divulgado pelo Banco Central e conhecido no mercado como a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), mostrou forte alta de 1,29% na passagem de dezembro para janeiro, ainda que o número tenha sido impulsionado pela revisão dos números nos meses anteriores. Em relatório, o Bradesco diz que a expectativa era de uma alta de 1%.

“O resultado reportado pelo Banco Central reforça a percepção de aceleração do crescimento no primeiro trimestre, o que está em linha com estímulos implementados nos últimos meses e a dissipação de fatores que prejudicaram o crescimento nos últimos trimestres”, escreve a equipe do Bradesco.

Nos EUA, a inflação medida pelo CPI (Consumer Price Index) avançou 0,7% em fevereiro, para sua máxima desde 2009 e ligeiramente acima das projeções, mas a atividade industrial na região de Nova York, medida pelo Empire Manufacturing, atingiu a marca de 9,2, bem acima dos 6,5 esperados pelo mercado, segundo compilação feita pela Briefing.com.

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A produção industrial também reservou surpresas positivas aos investidores: a alta foi de 0,7%, contra expectativa de 0,4%, assim como a capacidade utilizada subiu para 79,6% e superou os 79,4% previstos. Mais tarde, às 10h55, será publicado o Michigan Sentiment de março, com informações sobre a confiança dos investidores.