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SÃO PAULO – Após mostrar otimismo com as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), destacando que estão baratas e representam uma oportunidade “imperdível” para compra, desta vez o Credit Suisse está mais positivo também com a Vale (VALE3;VALE5).
Em relatório, o banco suíço traçou quatro cenários para o papel, destacando desde o mais positivo até o mais negativo para a companhia. Porém, este último cenário é visto como o menos “realista”.
De acordo com os analistas Ivano Westin, Marina Melemendjian e Viccenzo Paternostro, apesar do cenário cauteloso que eles possuem para a companhia, a queda das ações VALE3 e VALE5 nos últimos trinta pregões, de 11%, é exagerada.
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Com isso, o preço-alvo para os ADRs (American Depositary Receipts) foi elevado de US$ 20,00 para US$ 22,00 – o que configura um potencial de valorização de 25% sobre o fechamento da última quinta-feira (14). Entretanto, a equipe de análise do Credit segue com recomendação neutra para os ativos, não vendo muitos catalisadores para a companhia no curto prazo para que ela tenha performance acima da média do mercado.
O cenário que se desenha para a companhia é mais positivo, com o foco da companhia em realizar desinvestimentos em projetos tidos como não centrais, a melhor alocação de capital e as reduções de custos. Estes fatores, apontam, são encorajadores para a alta do papel. Contudo, os eventos macroeconômicos – como taxa de participação especial e preços mais baixos de minério de ferro – além de um crescimento baixo no volume são obstáculos para a maior alta.
“O poder de tributar é o poder de destruir”
Eles avaliam que as ações possuem uma boa relação de risco-retorno aos níveis atuais, ressaltando que a mais alta CPFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) e a possibilidade de introdução de taxas de participação especial para a indústria mineral já parecem estar precificado nos papéis.
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Os analistas destacam que a expressiva queda observada nas últimas trinta sessões se deveu ao litígio sobre os impostos e a possibilidade de impostos mais altos devido ao projeto para o código minerário, citando John Marshall, um dos revolucionários participantes da Revolução norte-americana. “O poder de tributar é o poder de destruir”, dizia.
Segundo Westin, Marina e Paternostro, os impostos mais elevados estão longe de ser positivo para o setor, mas o impacto parece ser menos forte do que a reação do mercado sugere.
“Esperamos a versão final do código para desenhar a linha tênue entre o controle da indústria de mineração e o aumento das receitas fiscais para o governo, enquanto o governo define regras para tornar o setor mais atraente para os investidores e capital estrangeiro”, avaliam.
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Quatro cenários para a companhia
Os analistas do Credit destacaram quatro cenários para a companhia: o melhor caso, em que o preço-alvo do ADR da Vale passaria para US$ 23,20, o cenário base, além do negativo e o pior caso – em que a ação iria para US$ 15,50, mas que é tido como muito improvável. Entretanto, o cenário de incertezas segue influenciando negativamente a mineradora, ressaltam.
Confira abaixo o quadro com os quatros cenários para a companhia:
| Cenários | Royalties (CFEM*) | Participação Especial | TRFM (taxa estatal) | Litígio de taxas sobre subsidiárias | Preço-alvo (ADR) e Upside | |||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
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*Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais **Lucro antes de juros e impostos |
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| Melhor Cenário | Manutenção dos níveis de receita líquida | Não aplicável | Manutenção das taxas atuais para Pará e Minas Gerais | Não pagamento | US$ 23,20 (+31,82%) |
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| Cenário base | Aumento da contribuição em 4% para 2015 | Não aplicável | Manutenção das taxas atuais para Pará e Minas Gerais ajustadas pela inflação | Pagamento de um terço do montante total | US$ 22,00 (+25%) |
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| Cenário negativo | Alta de 4% já para 2014 | 20% de taxa efetiva aplicável sobre o Ebit**, válido para os projetos a serem desenvolvidos a partir de 2015 | Manutenção das taxas atuais para Pará e Minas Gerais ajustadas pela inflação | Pagamento de dois terços do montante total | US$ 20 (+13,64%) |
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| Pior Cenário | Aumento de 6% já para 2013 | 20% da taxa aplicável sobre o Ebit, válido sobre toda a base de produção a partir de 2015 | Aumento das taxas atuais para o Pará, mantendo Minas Gerais dos níveis originais | Pagamento da totalidade da multa | US$ 15,50 (-11,93%) |
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