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SÃO PAULO – A despeito do dia ruim do Ibovespa, que completou seu 4º dia seguido de queda, duas ações pertencentes ao Grupo EBX, de Eike Batista, conseguiram se destacar com ganhos significativos nesta sexta-feira: a OGX Petróleo (OGXP3) e LLX Logística (LLXL3), com ganhos de 4,18% e 2,13%, respectivamente, fechando a R$ 2,49 e R$ 2,40.
Esse movimento não ajudou outras empresas do grupo: a MMX Mineração (MMXM3) teve queda de 1,83%, para R$ 3,22, enquanto a OSX Brasil (OSXB3) teve queda de 1,91%, aos R$ 6,66. Já os papéis da MPX Energia (MPXE3) tiveram queda de 0,74, aos R$ 10,77 e os ativos da CCX Carvão (CCXC3) caíram 0,25%, aos R$ 4,01. Mesmo assim, o valor de mercado das empresas de Eike cresceu 0,99%, para R$ 21,72 bilhões.
LLX: parceria de 30 anos com finlandesa
O motivo para a alta das duas, no entanto, foi diferente. A começar pela LLX, que anunciou a poucos minutos da abertura do pregão desta sexta-feira que fechou contrato para aluguel de área no canal do TX2 – no Superporto de Açu – para a finlandesa Wärtsilä. O período de vigência do aluguel é de 30 anos, com possibilidade de renovação de mais 30 anos, e contempla uma área de 29.300 m² do canal do TX2.
O intuito da parceria será instalar uma unidade industrial no Superporto, com investimentos de € 20 milhões na unidade do Açu, com previsão de gerar aproximadamente 100 novos empregos.
A Wärtsilä, que oferece equipamentos e soluções de energia para diversos tipos de embarcações e aplicações offshore, instalará uma planta de montagem e produção de Grupos Geradores e Propulsores Azimutal, além de oferecer soluções e serviços para necessidades de seus clientes nas áreas de energia e propulsão marítima. A companhia finlandesa é líder no fornecimento de motores e prestação de serviços para navios e usinas termelétricas.
Short squeeze na OGX?
Já no caso da OGX, as perspectivas negativas sobre a empresa engataram uma forte pressão vendedora nos papéis nos últimos dias – na véspera as ações alcançaram o menor patamar da história no intraday, quando chegou a valer R$ 2,32. “Isso gerou um movimento de esgotamento dos papéis e que pode estar contribuindo para a valorização nesta sessão. A posição alugada cresceu muito nos últimos dias e está esbarrando no limite”, disse o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos.
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No mercado, esse movimento é conhecido como “short squeeze”, que ocorre quando o preço da ação sobe de tal forma que os investidores que se posicionaram vendidos no papel buscam fechar suas posições (ou seja, comprar essas ações) e zerar a posição. A principal razão para isso é a falta de ações no mercado para alugar e o limite de risco estabelecido pela BM&FBovespa para essa operação, que está próximo de ser atingido.
Segundo operadores, a taxa de aluguel disparou, chegando em algumas corretoras a 30% ao ano. Com poucos doadores no mercado, e a taxas altíssimas, a posição alugada ontem da OGX era de 236 milhões de ações, enquanto a bolsa estabelecia limite de 250 milhões de ações, segundo dados da BM&FBovespa. Normalmente, o limite para aluguel é equivalente a 20% das ações em circulação no mercado. Se o limite for atingido, a bolsa poderá elevá-lo, se considerar que a operação com aquele ativo atende aos critérios de risco, mas o assunto ainda não foi levantado por ela.
Brugger ressalta que há outro motivo para essa valorização dos papéis hoje. Por conta da forte perda nos últimos dias, a ação se aproximou de um ponto bastante atrativo de compra. Do dia 7 de março até ontem, as ações OGXP3 acumularam perdas de quase 30%, deixando os papéis em um nível bastante sobrevendido, dando espaço para uma correção para cima no curto prazo.
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“É difícil prever que o preço caia muito mais do que isso, mesmo bancos indicando preço-alvo muito abaixo da cotação atual”, disse. A declaração faz referência ao corte de preço-alvo que sete bancos internacionais anunciaram nesta semana para as ações da petrolífera. O mais pessimistas deles, o Bank of America Merrill Lynch, projeta um target para os papéis de R$ 1,00 – o que representa um potencial de desvalorização de 60,00% em relação ao fechamento.