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SÃO PAULO – Em dia de fortes queda, o Ibovespa fechou com recuo de 0,59% nesta quarta-feira (20), aos 56.030 pontos. O índice foi altamente pressionado pelo desempenho das empresas de energia elétrica, que despencaram, prejudicadas por novidades negativas no 3º ciclo de revisão tarifária da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Desta forma, as maiores quedas do Ibovespa ficaram por conta das ações de empresas do setor, sobretudo da Cemig (CMIG4) e sua controlada Light (LIGT3), que caíram 13,95% e 6,20%, para R$ 22,20 e R$ 19,05.
Desta forma, o índice não acompanhou a forte alta das ações da OGX (OGXP3) que subiram 4,38%, para R$ 2,62, e da Vale (VALE3; VALE5) – cujos ativos preferenciais tiveram alta de 2,04%, para R$ 33,05. Essas são duas das três empresas de maior peso no índice, com 16,82% do Ibovespa, e costumam “ditar” o desempenho dele.
Dos cinco ativos de maior peso no índice, apenas as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) tiveram queda, terminando o dia com recuo de 1,31%, aos R$ 18,85. Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), 4º e 5º ativos mais importantes do principal índice da bolsa, terminaram com alta de 0,87% e 0,89%, respectivamente, aos R$ 36,13 e R$ 36,22, respectivamente. Juntas, as cinco empresas mais importantes da bolsa possuem 33% do índice.
Fomc não muda nada
A reunião do Fomc (Federal Open Market Commitee) também foi uma das principais referências diárias: em comunicado enviado após o final da reunião, o comitê de mercado aberto dos EUA concluiu que a economia mostrou crescimento moderado e decidiu manter a taxa de juros entre 0% e 0,25% ao ano, bem como o programa de estímulos à economia norte-americana, o QE3. Durante as últimas semanas, analistas chegaram a cogitar o término desse plano por parte da autoridade monetária.
Para o Federal Reserve, o mercado de trabalho do país apresentou avanço neste início de ano, porém, a taxa de desemprego segue acima do esperado. A inflação também foi destacada, mas ainda não é uma preocupação, sendo que a projeção no médio prazo segue em 2% ou abaixo disso.
Chipre “enfrenta” BCE
No âmbito macroeconômico, os investidores seguem atentos ao desenrolar da questão do Chipre, cujos parlamentares rejeitaram as propostas necessárias para que o BCE (Banco Central Europeu) pudesse ajudar financeiramente a ilha. Agora, as autoridades do velho continente aguardam por uma nova proposta dos cipriotas para reformar o sistema bancário.
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Ainda sobre o país, o ministro das finanças do Chipre, Michael Sarris, disse que não obteve êxito em suas conversas com a Rússia, mas que as negociações continuam em busca de termos melhores para os empréstimos. O Chipre quer uma extensão de cinco anos sobre um empréstimo de mais de € 5 bilhões que venceria em 2016, redução na taxa de juros de 4,5% e um novo empréstimo de € 5 bilhões.
LLX também se destaca negativamente; Banco do Brasil fica entre maiores altas
As ações da LLX Logística (LLXL3) recuaram 6,75%, aos R$ 2,21, enquanto os da MRV Engenharia (MRVE3) tiveram perdas de 4,91%, aos R$ 9,11. As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Já os papéis do Pão de Açúcar (PCAR4) tiveram ganhos de 1,76%, aos R$ 106,85, enquanto as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,71%, aos R$ 26,82. As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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