BTG e Hypermarcas podem comprar Aché; Gol pede para abrir capital da Smiles

Ainda entre os destaques corporativos, CSN reitera que ação judicial contra companhia não é definitiva e Linx troca de diretor logo após estrear na BM&FBovespa

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*Atualizado às 11h29 (horário de Brasília) 

SÃO PAULO – Após dois dias sem bolsa por conta do feriado de Carnaval, a BM&FBovespa iniciará seus negócios a partir das 13h (horário de Brasília) desta quarta-feira (13), o que promete uma sessão morna, com os investidores repercutindo os dados econômicos da Europa e Estados Unidos. 

Esta manhã é marcada por cautela nos mercados internacionais. Na Europa, os principais índices de bolsa operam perto da estabilidade, repercutindo o crescimento, ainda que lento, da produção industrial na zona do euro e após o presidente dos EUA afirmar em discurso ao Congresso que tem a intenção de aumentar o comércio com a região.

No noticiário corporativo, os destaques ficam para a possibilidade de aquisição do laboratório Aché por grupos brasileiros, além do esclarecimento realizado pela CSN (CSNA3) sobre o pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de alguns funcionários da companhia.

Gol entra com pedido de companhia aberta para Smiles
Em assembleia realizada na última sexta-feira (8), o Conselho de Administração da Gol (GOLL4) entrou com pedido para abrir o capital da Smiles. A companhia autorizou os administradores da Smiles a tomarem as medidas necessárias para requerer o pedido de companhia aberta, com posterior realização de IPO perante à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Direcional firma contrato para construção de unidades residenciais
A Direcional (DIRR3) anunciou em comunicado ao mercado que firmou contrato com a Caixa Econômica Federal e o município de Amapá para a construção de 1.440 unidades residenciais no âmbito do “Minha Casa, Minha Vida”. As unidades, que formam o projeto “Residencial São José” totalizam R$ 89,28 milhões.

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BTG Pactual e Hypermarcas interessados em comprar Aché
Os grupos brasileiros BTG Pactual (BBTG11) e Hypermarcas (HYPE3) estão entre os candidatos a adquirir o laboratório farmacêutico Aché, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, da Veja.

O negócio deve avançar no próximo dia 18, quando a Signatura Lazzard, contratada pelos controladores para a operação, receber a proposta dos interessados. Além dos grupos brasileiros, os laboratórios internacionais Pfizer e Glaxo SmithKline estariam interessados na companhia, que está avaliada em US$ 12 bilhões.

Os rumores sobre esse interesse já correm no mercado a algumas semanas, e o reflexo disso tem sido visto no desempenho das ações da Hypermarcas. Do dia 30 de janeiro até o último fechamento, os papéis da companhia acumulam alta de quase 8,5%, enquanto no mesmo período o Ibovespa caiu cerca de 1,5%.

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Superintendência do Cade recomenda não aprovar associação da Qualicorp
A Superintendência Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) emitiu um parecer, de conteúdo opinativo, recomendando a não aprovação da associação entre a Qualicorp (QUAL3) e a Aliança Administradora de Benefícios. A teleconferência da companhia sobre o assunto teve início às 11h (horário de Brasília). 

CSN: decisão judicial sobre pagamento pendentes não é definitiva
A CSN divulgou na noite da última sexta-feira (8) uma resposta ao pedido da Bovespa de esclarecimentos sobre uma notícia veiculada no jornal Valor Econômico. A notícia diz que a compainha foi condenada à pagar 10% de seus dividendos apurados entre 1997 e 1999 à um grupo de empregados que deixou de receber PLR da empresa, como firmado em acordo coletivo. Porém em 2001, o lucro obtido no período foi distribuído aos acionistas.

Em comunicado, a CSN diz que o processo mencionado na notícia existe, mas ainda corre pelo Poder Judiciário, sendo que a decisão proferida ainda não é definitiva. A companhia destaca ainda que o processo citado envolve 10 funcionários e valor estimado de R$ 180 mil. Na última sessão, os papéis da siderúrgica caíram 2,04%, fechando a R$ 10,58 – menor patamar de fechamento visto desde 7 de dezembro de 2012.

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BrasilAgro troca de formador de mercado
A BrasilAgro (AGRO3) anunciou na última sexta-feira (8) a alteração do formador de mercado para as suas ações ordinárias. O BTG Pactual deixou de atuar como market maker para os ativos da companhia, sendo substituídas por XP Investimentos.  

LLX e Subsea 7 rescindem contrato para arrendamento de terminal em Açu
Após o fechamento do pregão da última sexta-feira (8), a LLX Logística (LLXL3) e a norueguesa Subsea 7 anunciaram a rescisão do contrato para arrendamento de área no canal do terminal TX2 do Superporto de Açu.

O contrato visava a instalação de uma unidade para fabricação e revestimento de dutos rígidos submarinos de grande extensão utilizados na indústria offshore (em alto mar) de petróleo e gás. A Subsea 7 atua na construção submarina e fornece serviços para a indústria de energia. 

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Linx movimenta R$ 251 milhões em IPO e elege novo diretor
O destaque ficou ainda para a captação da Linx (LINX3) em seu IPO (Initial Public Offering), após um período de marasmo no mercado de abertura de capital para a bolsa brasileira na última sexta-feira. As ações da companhia fecharam com valorização de 18,52%, sendo cotadas a R$ 32,00, enquanto o Ibovespa avançou 0,21%, aos 58.497 pontos.

A companhia aprovou ainda a destituição, sem justa causa, de Alon Dayan do cargo de diretor sem designação da companhia, para o qual foi reeleito em reunião do Conselho de Administração realizada em 30 de dezembro de 2011. Em substituição, foi eleito Dennis Herszkowicz, que irá exercer as funções de diretor de relações com investidores e vice presidente financeiro. 

Eletropaulo tem uma das tarifas de energia mais baratas 
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou as novas tarifas das concessionárias de energia elétrica, após a revisão tarifária do dia 24 de janeiro, que resultou no desconto médio de 20,2% para o consumidor residencial.

Com os novos valores, de acordo com a Agência, a Eletropaulo (ELPL4) ficou com uma das tarifas mais baratas do país, de R$ 0,238 kWh, atrás apenas da CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá), R$ 0,197 kWh, e da CPFL Jaguari, com tarifa de R$ 0,208.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.