Ibovespa consolida perdas e perde o patamar dos 57.000 pontos

Com forte instabilidade no pregão, o índice aumentou perdas na tarde desta sessão; dimuição dos ganhos dos ativos da OGX reforçaram queda do índice
(Shutterstock)
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*Atualizado às 15h28 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – O mercado opera com forte instabilidade nesta quarta-feira (20), com o Ibovespa alternando entre ganhos e perdas. Na tarde desta sessão, contudo, o índice consolida perdas. O benchmark da bolsa atingia queda de 0,94% por volta das 15h30 (horário de Brasília), aos 56.816 pontos. 

A alta das ações da OGX Petróleo (OGXP3), que vinha segurando uma queda mais forte do índice no começo da tarde, diminui. No mesmo horário, os ativos da petrolífera, que subiram cerca de 9,21% no intraday, registravam ganhos de 5,40%, a R$ 3,32. 

No cenário internacional, a agenda dos EUA seguiu no radar dos investidores. Às 10h30 foi anunciado por lá que as 925 mil permissões para novas construções de casas superou as projeções do mercado, de 918 mil. Contudo, os imóveis em início de construção, em 890 mil, frustraram o consenso do mercado, de 914 mil.

O foco fica ainda para a ata do Fomc, a ser divulgada às 16h00 (horário de Brasília). O documento traz detalhes sobre a última decisão de política monetária no país, em 30 de janeiro, quando o país manteve os estímulos mensais de US$ 85 bilhões.

Além da agenda norte-americana, o dia conta com uma agenda carregada de resultados. Desde o último fechamento quatro grandes empresas divulgaram seus números para o último trimestre de 2012, com destaque para a forte receita da MPX Energia (MPXE3) e o lucro recorde do Pão de Açúcar (PCAR4). BM&FBovespa (BVMF3) e BTG Pactual (BBTG11) completam a lista.

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OGX lidera ganhos; LLX também se destaca
Além da OGX, as ações da LLX Logística (LLXL3) apresentam alta de 2,59%, atingindo os R$ 1,98.

As ações preferenciais da Usiminas (USIM5) registram as maiores perdas, com baixa de 3,58%, a R$ 9,42, seguidas pelos papéis da Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,24, -3,25%) e da BM&FBovespa (BVMF3, R$ 13,09, -3,25%).

IBC-Br em linha com o esperado 
No ambiente econômico, o IBC-Br, publicado pelo Banco Central, veio praticamente em linha com o esperado, ao mostrar uma alta de 0,26% em dezembro, na comparação mensal e com os números descontados os efeitos sazonais. O indicador é visto pelo mercado como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto).

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Já no Reino Unido, a ata do último encontro do BoE (Bank of England) revelou que três membros da instituição apoiam estímulos adicionais ao país, em mais £ 25 bilhões.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.