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SÃO PAULO – Em mais uma dia negativo para o Ibovespa, que acumula 10 quedas nos últimos 11 pregões, o índice encerrou esta quarta-feira (20) com recuo de 1,98%, aos 56.177 pontos – pior pregão desde 16 de novembro. A derrocada das blue chips Petrobras (PETR3, R$ 15,52, -2,70%; PETR4, R$ 17,62, -2,65%) e Vale (VALE3, R$ 36,44, -3,21%; VALE5, R$ 34,80, -3,57%) colaborou para o forte movimento negativo do benchmark, visto que essas duas empresas respondem por cerca de 20% da composição do índice.
Por outro lado, a OGX Petróleo (OGXP3), terceira ação com maior participação no Ibovespa, foi um dos destaques do dia ao fechar com alta de 2,22%, cotada a R$ 3,22, interrompendo uma sequência de cinco quedas. Mesmo com essa valorização, os papéis da petrolífera de Eike Batista somam perdas de 21,46% em fevereiro, reforçando a percepção de que essa alta pode ter sido apenas um repique – o que limita o otimismo sobre esse movimento, disse em entrevista o analista técnico da Futura Investimentos, Alan Oliveira.
Após resultados, Pão de Açúcar bate máxima histórica…
Entre as companhias que tiveram seus resultados divulgados entre o pregão de ontem e de hoje, o Pão de Açúcar (PCAR4) teve lucro recorde tanto no trimestre quanto no ano de 2012. A companhia apresentou lucro líquido consolidado de R$ 539 milhões no quarto trimestre em 2012, resultado que representa alta de 36,4% sobre o ganho obtido no mesmo período de 2011. Com isso, no último ano, o lucro líquido foi de R$ 1,156 bilhão, aumento de 60,7% na comparação com o ano anterior.
As ações da empresa tiveram alta de 1,50%, valendo R$ 97,80. No intraday, elas chegaram a valer R$ 99,00, seu maior patamar da história – a máxima anterior havia sido obtido no meio do pregão do dia 9 de outubro do ano passado, chegando a R$ 98,78.
…enquanto MPX despenca 6,4%
Já a MPX Energia (MPXE3) registrou crescimento de 191,7% nas receitas em 2012 na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 490,9 milhões. Desse montante, R$ 216,3 milhões vieram no último trimestre do ano. O balanço não parece ter agradado aos investidores e os papéis da empresa fecharam com forte queda de 6,37%, aos R$ 9,99.
Em relatório, os analistas Eduardo Gomide e Sandra Boente destacam que a alta de 414% na receita líquida da empresa ocorreu devido ao início de operações da Pecém I em dezembro. Porém, os altos custos de compra de eletricidade neutralizaram os ganhos, com os custos de compra de energia totalizando R$ 272 milhões.
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BM&FBovespa e BTG também oscilaram após balanços
Outra companhia que apresentou seus números na noite de terça-feira foi a BM&F Bovespa (BVMF3), que não conseguiu alcançar as expectativas dos analistas. O lucro líquido da empresa registrou alta de 13,7% no quarto trimestre de 2012, com R$ 217,3 milhões, ante expectativa compilada pelo Portal InfoMoney de R$ 289,5 milhões. Com isso, as ações da BM&FBovespa fecharam a R$ 13,15, com desvalorização de 2,81%.
Por fim, o BTG Pactual (BBTG11), mesmo com queda de 19% no lucro do quarto trimestre, conseguiu superar as expectativas. Na comparação anual, o lucro do banco aumentou quase 70%, registrando R$ 3,256 bilhões. As units do banco encerram o dia com valorização de 0,53%, valendo R$ 36,25.
Lojas Americanas cai com denúncia de trabalho escravo
De acordo com nota, a Lojas Americanas (LAME4) encerrou contrato com uma fornecedora após fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego e procuradores do Ministério Público do Trabalho flagrarem cinco bolivianos trabalhando em condições análogas a de trabalho escravo. Com isso, os papéis da companhia tiveram queda de 2,97%, fechando aos R$ 17,29.
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Os bolivianos trabalhavam em uma oficina clandestina nos fundos do quintal de uma área residencial de Americana, no interior de São Paulo, para a HippyChick Moda Infantil Ltda. A única cliente da oficina era a Lojas Americanas, informou a Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, em comunicado.
A responsabilidade da Lojas Americanas está sendo avaliada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério Público do Trabalho. “A Lojas Americanas repudia qualquer tipo de trabalho realizado em condições degradantes, assim como desconhecia o que foi verificado pelo Ministério Público do Trabalho”, respondeu a varejista.
Qualicorp sobe forte após indicação de Lemann
Fora do índice, uma empresa que está a pouco tempo se destacou positivamente durante todo o pregão, a Qualicorp (QUAL3). Depois de entrar em evidência na última semana por fechar um negócio bilionário em parceria com o megainvestidor Warren Buffet para a compra da Heinz, o brasileiro Jorge Paulo Lemann vai em busca da Qualicorp. Segundo informações do Valor Econômico, o empresário já acertou com o fundador da empresa a indicação de dois membros ao conselho de administração até o próximo mês.
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As ações da empresa subiram 4,62%, aos R$ 21,50, e chegaram a subir 6,33% na máxima do dia, valendo R$ 21,85. A ação da Qualicorp está completando a sua 4ª alta nos últimos 5 pregões, com ganhos que acumulam quase 10% no período.
A 3G Brasil, braço da 3G Capital, de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, tem aumentado a participação na Qualicorp desde novembro, com participação ainda inferior a 5%, segundo a reportagem. A matéria ainda diz que foi a 3G quem recomendou Eduardo Noronha, executivo que teve passagens pela Ambev e Contax, para a diretoria de operações da Qualicorp.
Antes de resultado, Gerdau bate menor patamar desde junho
Na manhã desta quinta-feira (21), a Gerdau (GGBR4) irá apresentar o seu resultado do último ano, porém, as projeções não são animadoras e levaram as ações da empresa a fecharem com queda de 4,15%, valendo R$ 15,70. Este é o quinto dia de desvalorização dos papéis, que atingem a mínima desde junho de 2012.
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A média das projeções compiladas pelo Portal InfoMoney é de que a empresa mostre uma significativa queda no lucro, devido a números mais fracos na América do Norte, o principal mercado consumidor da empresa.
Em relatório, os analistas Alex Sciaio e Felipe Reis, do Santander, explicam que “embora a empresa tenha alertado os investidores e analistas sobre os fracos resultados em curso (como já tinha ocorrido no passado recente), existe um potencial de baixa para as ações em relação aos níveis atuais”. Com essas projeções pessimistas, a Gerdau Metalúrgica (GOAU4), holding com participação na empresa, também registraram queda, atingindo R$ 19,90, com recuo de 4,23%.
Outra companhia que apresenta seus dados é o Banco do Brasil (BBAS3). A equipe de análise do Deutsche Bank projeta que o lucro líquido do banco vá se desacelerar sobre o ano anterior por conta de uma geração de receita mais fraca. Essa pressão deve vir por conta de spreads menores dos juros e uma diversividade também mais fraca do portfólio. O Banco do Brasil, por ter o governo como controlador, foi a instituição a liderar a queda dos juros no ano passado. Com isso, os papéis da empresa caíram 0,94% nesta sessão, fechando a R$ 24,30.
Biomm “perde” força, mas segue em alta
O momento positivo da Biomm (BIOM3; BIOM4) continua, mesmo que com menos força. Após dois dias de fortes altas, as ações da empres especializada em produtos biotecnológicos perderam um pouco de força, mas seguem no positivo. As ações ordinárias da companhia fecharam estáveis a R$ 8,45, com apenas um negócio realizado.
Enquanto isso, as preferenciais seguem com um volume mais forte e registraram valorização de 9,17%, sendo cotadas a R$ 9,05. Com 142 negócios no dia, os papéis BIOM4 movimentaram R$ 1,66 milhão nesta sessão. Nos últimos três pregões, BIOM4 já acumula alta de 80,9%.
Um projeto da empresa, prevê a construção de uma nova fábrica de insulina pela companhia, que deve fazer uma nova emissão de ações e procurar financiamento de bancos de desenvolvimento para captar recursos. E mesmo com o momento de alta, a Fama Investimentos acredita que ainda há espaço para a valorização dos papéis da companhia, e que isso deve ocorrer à medida que maiores informações acerca do projeto sejam divulgadas.