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SÃO PAULO – Quatro bancos e corretoras revisaram suas recomendações para empresas dos setores de construção civil, energia, concessão rodoviária, varejo e logística.
A Votorantim Corretora atualizou suas projeções para concessões rodoviárias: elevou CCR (CCRO3), de marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) para overperform (desempenho acima da média), enquanto manteve Ecorodovias (ECOR3) em overperform.
Os analistas Sami Karlik e Rodrigo Olivares acreditam que a CCR está bem preparada para potenciais novos projetos de infraestrutura, principalmente de rodovias, mobilidade urbana e aeroportos. O preço-alvo dos papéis é de R$ 24,70 – com potencial de valorização de 21,38% em relação ao fechamento da última quarta-feira (20).
No caso da Ecorodovias, eles salientam um risco na estratégia da companhia no segmento de logística, tendo em vista a demora na transferência da licença do CLIA de Santos para o Ecopátio Cubatão e o recente fluxo de notícias negativas com relação ao Tecondi (referentes a questões regulatórias e à crescente concorrência no segmento de contêineres no Porto de Santos). O preço-alvo das ações é de R$ 24,00 – upside de 38,73%.
Já para a Arteris (ARTS3), a equipe da Votorantim Corretora manteve a recomendação em marketperform, com preço-alvo de R$ 23,30 – upside de 13,11%. Os analistas apontam que o resultado do quarto trimestre deve ser positivo, em vista dos bons números anunciados do tráfego, de 3,9% em termos anuais, mas não estimam que os resultados sirvam como um catalisador para ARTR3.
Marisa: uma nova fonte de crescimento
A Votorantim Corretora também revisou sua avaliação para Marisa (AMAR3) após teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre, mas manteve a recomendação em marketperform. O preço-alvo é de R$ 31,40 – o que configura um potencial de queda de 4,85%.
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Os analistas Luiz Cesta e Paulo Prado apontam que a iniciativa de utilizar vendas diretas como uma nova fonte de crescimento é positiva, mas o valuation da empresa permanece pressionado, o que sustenta essa recomendação.
Destaca-se positivamente a escolha da companhia do esquema de níveis múltiplos para expandir sua base de consultoras, avaliam, em função de um crescimento mais rápido e menores despesas gerais.
Ágora indica manter Gafisa
Entre as imobiliárias, a Ágora reforçou recomendação de manuntenção para os papéis da Gafisa (GFSA3), com preço-alvo de R$ 5,00 – upside de 23,15%.
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Segundo o analista José Cataldo, os resultados da empresa deverão continuar sendo influenciados por suas subsidiárias. Enquanto a Alphaville tende a seguir apresentando bons números, a divisão voltada para empreendimentos econômicos, a Tenda, deverá continuar exibindo fracos resultados.
Destaca-se que a Gafisa vem apresentando geração de caixa positiva, avalia Cataldo, reduzindo seu nível de endividamento que, por sua vez, poderá atingir o percentual de 83% do patrimônio líquido, ao final de 2013. Acreditamos que tal tendência (geração de caixa) deverá se intensificar após a revenda de algumas unidades, cujas primeiras comercializações haviam sido canceladas.
Santander classifica Tractebel em overweight…
Após encontro com a administração da Tractebel (TBLE3), o Santander indica recomendação overweight para as ações da empresa, com preço-alvo de R$ 38,50 – upside de 13,24%.
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Para os analistas Sandra Boente e Eduardo Gomide, a empresa continua posicionada no ponto mais alto da sustentabilidade de lucros e do crescimento do setor. Os risco, avaliam, estão relacionados a possíveis aquisições caras e à diluição decorrente de ofertas de ações.
…mas rebaixa Tegma a manutenção
O Santander também revisou sua recomendação para as ações da Tegma (TGMA3), rebaixando-as de overweight para manutenção. O preço-alvo também foi cortado, de R$ 39,00 para R$ 38,50 – o que configura um novo potencial de valorização de 15,44%.
Em relatório, os analistas Pedro Balcão Reis, Bruno Amorim e Renan Manda apontam que esperam resultados fracos no quarto trimestre. Para eles, a recuperação nas margens da divisão de logística integrada, que a diretoria indicou anteriormente que começariam no quarto trimestre, não deve se materializar.