Gerdau: mesmo com balanço ruim, analistas reforçam recomendação de compra

Apesar dos resultados de 2012 terem afetado as projeções para os próximos balanços da empresa, analistas afirmam que as quedas recentes da ação abriram ótima oportunidade
Gerdau (Foto: Divulgação)
Gerdau (Foto: Divulgação)

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SÃO PAULO – Após a Gerdau (GGBR4) trazer números decepcionantes em seu resultado de 2012 – o balanço apontou queda de 70% no lucro da companhia, com valores abaixo da média das projeções compiladas pelo InfoMoney -, os analistas reforçaram suas apostas na ação da siderúrgica, acreditando que o pior momento já passou e que vale a pena investir no ativo.

A percepção também foi vista perante os investidores, com as ações GGBR4 foram destaque de alta, tendo registrado valorização de 2,80%, na contramão do dia negativo do mercado brasileiro.

O Banco Espírito Santo manteve sua reocmendação de compra para GGBR4 apesar de ter cortado o preço-alvo das ações de R$ 19,50 para R$ 18,50. O banco justifica a recomendação dizendo que os resultados fracos já eram esperados pelo mercado e que não há indícios de piora para o setor.

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Seguindo a mesma linha, o JPMorgan elevou sua recomendação de manutenção para o equivalente a compra e também cortou o preço-alvo da Gerdau, de R$ 20,50 para R$ 20.

A Ativa Corretora também confia em uma recuperação da companhia, principalmente no exterior. Com essa visão, a corretora reafirmou em relatório sua preferência pelos ativos GGBR4 no setor, com recomendação de compra.

Análise do balanço
Nos três últimos meses de 2012 a siderúrgica lucrou R$ 143 milhões, número 70% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. As estimativas eram de uma queda de 50,7% no lucro. No acumulado do ano o lucro caiu de R$ 2,09 bilhões em 2011 para R$ 1,49 bilhão em 2012.

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A receita líquida, que se estimava um avanço de 1,7%, recuou 1%, para R$ 8,98 bilhões no último trimestre. A única surpresa levemente positiva ficou por conta do Ebitda (Lucro antes de impostos, taxas, depreciação e amortização), que caiu 13%, para R$ 891 milhões, ante projeções de uma queda de 16%.