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SÃO PAULO – Pressionado por grandes empresas como Petrobras (PETR3, PETR4) e OGX Petróleo (OGXP3), o Ibovespa se mantém no campo negativo, ainda que os indicadores norte-americanos tenham vindo bons e as bolsas por lá mostrem ganhos.
Segundo cotação das 12h12 (horário de Brasília), o Ibovespa mostra perdas de 0,68%, aos 56.232 pontos, sendo que as ações de empresas do grupo de Eike Batista lideram as perdas do índice.
As ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 3,15, -3,67%), LLX Logística (LLXL3, R$ 1,91, -3,05%), e MMX Mineração (MMXM3, R$ 3,32, -2,64%) têm as maiores perdas, sendo seguidas pelas da Petrobras (PETR3, R$ 14,56, -2,28%; PETR4, R$ 16,57, -2,24%).
Os bancos, com Itaú Unibanco (ITUB4, -2,47%, R$ 34,30) e Bradesco (BBDC4, -2,39%, R$ 34,73) também mostram fortes perdas. A ponta positiva do Ibovespa é ocupada pelas ações de elétricas e siderúrgicas, que mantêm os ganhos da véspera depois do reajuste de preço do aço pela Usiminas (USIM3, USIM5).
EUA melhora, mas Europa preocupa
Isso acontece mesmo com dados animadores na economia norte-americana. As vendas de novos imóveis e a confiança do consumidor surpreenderam as projeções do mercado. O primeiro mostrou 437 mil vendas em janeiro, contra a expectativa de 383 mil, enquanto a confiança do consumidor saltou para 69 pontos, contra a projeção de 62.
Por lá ainda chama a atenção a expectativa pelo discuros do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Na primeira declaração dele após a publicação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), ele ressaltou que o programa de estímulos monetários continuará até substanciais ganhos no mercado de trabalho.
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O tom negativo do dia fica por conta de uma escalada na desconfiança na Europa. Os eleitores italianos não elegeram um governo de maioria no Parlamento, o que aumenta a chance de um governo de coalizão com Silvio Berlusconi, com um discurso contrário ao euro. O FTSE MIB, que segue as negociações na bolsa de Milão, cai fortes 3,63%.