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SÃO PAULO – A venda de ativos anunciadas no fim de dezembro levam as ações da petroquímica Braskem (BRKM5) para as maiores altas do Ibovespa no primeiro pregão de 2013. Os papéis da companhia subiam 5,16% às 12h13 (horário de Brasília), sendo cotados a R$ 13,46, enquanto o índice avançava 2,49%, aos 62.470 pontos. Na máxima do dia, as ações chegaram a valorização de 7,42%, aos R$ 13,75.
A empresa anunciou na noite da última sexta-feira (28) ter alienado ativos relacionados à UTA (Unidade de Tratamento de Água) no polo petroquímico de Camaçari, e a totalidade das ações detidas pela companhia na Cetrel – de 54,2% do capital votante e total – para a Odebrecht Ambiental.
O valor da operação é de R$ 652 milhões, a ser ajustado pelo saldo de caixa líquido de 28 de dezembro. O grupo Odebrecht é o controlador da Braskem.
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A empresa começou a se desfazer há pelo menos dois anos de parte de seus ativos que não estão diretamente ligados à atividade petroquímica. Em 2010, o grupo vendeu a Varient, empresa de distribuição de resinas termoplásticas criada pela petroquímica em 2009, para as empresas Sasil, com sede na Bahia, e da Piramidal, de São Paulo. Essas duas empresas assumiram ativos de diferentes regiões de atuação da Varient.
Mas além da importância da venda de ativos, o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller, ressalta que o acordo aprovado pelo Congresso norte-americano para evitar o abismo fiscal também ajuda a impulsionar o desempenho do papel da petroquímica. “Mesmo em cima da hora, os líderes norte-americanos conseguiram sanar as incerteza sobre a economia do país nesta madrugada, num esforço para fortelecer a economia dos EUA. O pacote trouxe ânimo para o mercado e o reflexo disso aparece na movimentação de ativos com perfil cíclico, e por isso mais arriscados”, disse.