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SÃO PAULO – Está na hora de comprar ações, destaca Dennis Gartman, editor e escritor da “The Gartman Letter”, uma carta diária que é seguida por diversos investidores estrangeiros. Trader profissional, Gartman afirma: depois do acordo entre os políticos norte-americanos, que conseguiu “adiar” o abismo fiscal, é a hora trocar os títulos de renda fixa da carteira por ações.
“Esse acordo foi horrível, péssimo, mas tivemos que passar por isso para colocar o abismo fiscal de lado”, afirmou o investidor em entrevista ao portal norte-americano CNBC. Para ele, o início de ano é geralmente forte por conta do fluxo de dinheiro entrando na bolsa, e desta vez as ações estão baratas, fracas. Isso abre espaço para que se venda títulos de renda fixa para adquirir ainda mais ações.
“As empresas estão em sua melhor forma em décadas e vão se dar bem se o ambiente econômico mundial estiver estável. Mas as ações estão muito baratas no momento”, avisa. Para isso, algumas pressões precisam se dissipar: a Europa, fora do radar no momento, ainda precisa se equilibrar, os problemas fiscais nos EUA ainda precisam se dissipar e a China precisa voltar a crescer.
Ele diz não saber a velocidade do rali de alta: mas deve aumentar a sua exposição ao mercado acionário com novas quedas. Ele também se diz interessado em comprar commodities, como o ouro – que em sua opinião, deve ser 5% a 10% dos portfólios de todos os investidores. “Para o ano, recomendo estar comprado em ouro e ações. O metal é simplesmente uma outra moeda”, avisa.
“Eu não entendo por que dizem que as ações e ouro não podem subir juntos”, avalia, lembrando que o fator que deve impulsionar as duas classes de ativos é o mesmo: expansão monetária provocadas pelos grandes Bancos Centrais no mundo, que empurram os investidores para fora de renda fixa.