Elétricas e Petrobras pressionam Ibovespa: índice já cai mais de 1,1%

Reunião de Dilma Rousseff com empresas de energia chama a atenção do mercado e faz papéis do setor despencarem

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SÃO PAULO – Pouco antes da abertura do mercado norte-americano, o Ibovespa acentuou as perdas e agora opera em queda de 1,15%, por volta das 12h25 (horário de Brasília), atingindo os 61.805 pontos. O índice abriu em leve alta, chegou a operar estável, mas agora acelera as perdas. 

O índice fica pressionado principalmente pela queda das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) – que vê as ordinárias recuarem 1,83%, aos R$ 20,40, e 1,86% das preferenciais, para R$ 20,10. “Isso provavelmente é um pouco de correção, depois da forte alta na semana passada, principalmente nos últimos pregões”, avalia João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos. 

As maiores quedas, porém, ficam por conta das ações do setor elétrico, que vê a Energias do Brasil (ENBR3) liderar as perdas, com queda de 5,25%, aos R$ 11,37 – em seu primeiro pregão como componente do Ibovespa. A Cesp (CESP6) vê as ações recuarem 4,33%, ao passo que Cemig (CMIG4) vê o seu ativo principal perder 4,70% de valor de mercado, para R$ 20,89. Enquanto isso, Copel (CPLE6) perde 4,69%, aos R$ 29,28, e Transmissão Paulista (TRPL4) tem perdas de 3,87%, aos R$ 34,28. 

Referências do dia
A agenda de indicadores do dia é pouco movimentada. Sem dados nos EUA, o Relatório Focus tampouco trouxe grandes mudanças: a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) se manteve em 0,98% para o último ano, e passou de 3,30% para 3,26% neste ano. 

No exterior, os bancos registram forte alta por conta da flexibilização das regras de Basileia III. Sob as novas determinações, mais ativos serão aceitos como capital próprio – antes eram basicamente títulos públicos -, e o prazo para que as instituições respeitem as novas regras foi adiado de 2015 para 2019.

No entanto, os bancos brasileiros, que estão em posição mais confortável em termos de capital, não respondem com o mesmo otimismo. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) caem mais de 1% neste horário, enquanto os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) mostram pouca oscilação no dia.

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Dilma convoca reunião de emergência
Entre as companhias de energia elétrica, o foco fica para a reunião emergencial convocada pela presidente Dilma Rousseff com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para quarta-feira, de modo a discutir os baixos níveis dos reservatórios, noticia a Folha de S. Paulo.

O teor da conversa será sobre o baixo nível dos reservatórios, elevando os rumores de um risco de racionamento. Há cerca de dez dias a presidente classificou como “ridículo” falar sobre racionamento. A reportagem diz que, na avaliação do governo, os níveis já estão 62% abaixo dos registrados em 2012. As altas temperaturas também ajudam a elevar o consumo de energia elétrica.