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*Atualizada às 14h41 (horário de Brasília)
SÃO PAULO – Um possível acordo com o Banco do Brasil (BBAS3) está agitando as units do BTG Pactual (BBTG11) no pregão desta sexta-feira (11). Depois de forte recuo na véspera, os papéis BBTG11 avançavam 3,84%, às 14h40 (horário de Brasília), sendo cotados a R$ 32,71, enquanto o Ibovespa registrava queda de 0,45%, aos 61.405 pontos. Na máxima do dia, os ativos chegaram a valorização de 4,38%, sendo cotados a R$ 32,88.
Também impressiona o giro financeiro dos papéis, que em pouco mais de duas horas de negociação já atinge o 2° maior volume da história de R$ 255 milhões, perdendo apenas para o primeiro dia de negociação das units na Bovespa, em 26 de abril do ano passado, quando movimentaram R$ 575 milhões. Esse volume é muito superior à média diária dos últimos 21 pregões de R$ 24 milhões, e sem considerar a última sessão – que também registrou um movimento atípico – é de R$ 9 milhões.
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Uma matéria do Relatório Reservado informa que o banqueiro André Esteves, fundador e presidente do BTG Pactual, estaria estudando uma forma de levar o seu banco de investimento a figurar entre as cinco maiores instituições financeiras privadas antes do final desta década.
Para esta missão, o empresário estaria em negociações com o Banco de Brasil para criar um braço atacadista bifronte para concorrer com os grandes do mercado.
Segundo o analista João Pedro Brugger, da Leme Investimentos, este acordo tem chances de ocorrer, principalmente pela aproximação de Esteves com o governo, que seria o responsável por costurar essa negociação.
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O empresário, com isso, criaria um cerco na área financeira do governo. O BTG já é sócio da Caixa Econômica no PanAmericano, agora faltaria tornar-se sócio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Caso concretizada, esta se tornaria a maior e mais ousada das metas: fazer do banco líder na área de mercado de capitais. No segmento de emissão de títulos no exterior, por exemplo, o BB já figurava na ponta do ranking da Anbima em novembro do ano passado. Somando-se seus valores aos do BTG Pactual, a cifra chega a US$ 35 bilhões em operações, US$ 10 bilhões a mais do que o então segundo lugar, JPMorgan Chase.
Oferta de venda não pressiona
Mas, segundo Brugger, esse não seria o único motivo para a alta das ações da companhia. Uma operação de compra e venda das units do banco na véspera estremeceu os ativos da empresa, que terminaram o último pregão com desvalorização de 4,26%, aos R$ 31,50.
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A operação foi anunciada a um preço muito abaixo da cotação do papel, num leilão programado para ocorrer no início da sessão desta sexta-feira. Contudo, a pressão vendedora nos ativos só ocorreu durante o leilão, realizado entre 10h30 às 10h45 (horário de Brasília), quando as units chegaram a cair 0,63%, mas em seguida os papéis caminharam em trajetória ascendente.
A oferta sozinha foi responsável por praticamente todo o volume movimentado pelas units nesse pregão, alcançando R$ 232,7 milhões. Os acionistas da instituição financeira venderam um total de 7,19 milhões de units a R$ 32,36. A oferta previa, inicialmente, a venda de 6,53 milhões de units, a um preço de R$ 29,50.
Segundo Brugger, o leilão acabou saindo com um preço próximo a cotação do dia, o que contribuiu para minimizar a pressão nas units. O nome dos investidores que atuaram nas pontas de compra e venda, contudo, não foi divulgado.
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Por sua vez, um comunicado divulgado na BM&FBovespa aponta que o vendedor não era acionista controlador, integrante do bloco de controle da companhia emissora. A oferta de venda representava, a princípio, 5,38% das units da instituição.