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SÃO PAULO – O início desta semana foi de cautela para o Ibovespa, com investidores ainda sentindo as consequências de um acordo sobre o abismo fiscal nos EUA, porém, notícias no setor elétrico doméstico e um risco de racionamento de energia criaram setor pessimismo no mercado.
Enquanto na quinta-feira a China ajudou o índice a subir, nesta sexta o país colaborou para pressionar os papéis da Valea e levar o benchmark para a sua terceira queda na semana, que encerrou o período acumulando desvalorização de 1,98%, aos 61.284 pontos.
Para a diretora de análise de investimento da Indusval & Partners Corretora, Mitsuko Kaduoka, esse primeiro mês de 2013 é de revisão para as corretoras, que divulgam diversos relatórios sobre as tendências e perspectivas para o resto do ano, o que gera mudanças de humor e de investimento no mercado e torna o índice mais oscilante.
Começam as prévias de resultados
Ainda olhando para o final de 2012, nos próximos dias devem começar a ser divulgados números de prévias para os balanços das empresas no quarto trimestre do ano passado. Números, que mesmo antes da divulgação oficial dos relatórios das companhias, devem movimentar o mercado.
Kaduoka acredita que esses números preliminares podem desapontar ligeiramente os investidores, com as margens das companhias afetadas pelos eventos do final do ano. Medidas do governo por aqui e os riscos do abismo fiscal nos EUA podem ter afetado as empresas e seus resultados.
Do outro lado, o recuo do câmbio no final do ano pode ajudar diversas companhias, principalmente em relação à dívida externa de cada uma delas. Valores sendo reduzidos pelo câmbio podem ajudar os papéis e trazer ânimo aos investidores.
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Indicadores devem continuar ditando o ritmo
Assim como foi visto nesses últimos dias, indicadores econômicos, tanto por aqui quanto no exterior, devem agitar o mercado doméstico. Após números do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desapontarem no início desta semana, analistas indicam que o mercado deve continuar atento aos números da inflação.
Na quarta-feira (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne pela primeira vez em 2013. Mesmo sem esperar mudanças da taxa básica de juros, atualmente em 7,25%, a atenção deve ficar para o comentário do comitê, que pode indicar alguma mudança na política para os próximos períodos – como o início do ciclo de altas, dado que a inflação começa a preocupar.
Mesmo com um acordo no último dia do prazo, mercados pelo mundo seguem cautelosos em relação ao abismo fiscal norte-americano. Com o resultado das conversas em dezembro, o Congresso não resolveu o problema, mas estendeu o corte de impostos para famílias de classe média, porém, o problema com o teto da dívida do país preocupa e deve tomar os noticiários nos próximos meses caso um novo acordo não seja feito agora.
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Por fim, Kaduoka destaca a China, que já movimentou a bolsa por aqui nas últimas sessões e ve voltar a ganhar destaque no fim da próxima semana, quando serão divulgados os números do PIB (Produto Interno Bruto) e da Produção Industrial do país. Para ela, o gigante asiático tem grande relevância para as empresas daqui, principalmente as ligadas às commodities, caso da Vale.