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SÃO PAULO – Em dia de feriado norte-americano, o Ibovespa fechou praticamente estável, registrando leve queda de 0,09%, aos 61.899 pontos. Apesar do marasmo do principal índice de ações da BM&FBovespa, o dia foi de forte volatilidade entre diversos papéis da bolsa. Dentro do Ibovespa, destaque para as ações preferenciais da Oi (OIBR4), que lideraram as perdas com queda de 5,13%, aos R$ 8,70, enquanto os ativos da Eletrobras (ELET6) lideraram os ganhos com alta de 5,48%, aos R$ 12,90.
Mais cedo, foi veiculado na coluna de Lauro Jardim na Veja que o presidente da Oi, Francisco Valim, está em forte atrito com os controladores da empresa, chegando a uma situação insustentável. Segundo a coluna de Jardim, o motivo do descontentamento seriam os resultados de 2012. Nesse cenário, as ações ordinárias (OIBR3) tiveram queda de 1,83%, para R$ 9,64.
Valim assumiu a presidência da companhia no início de agosto de 2011. Nos nove primeiros meses do ano passado a empresa viu uma deterioração em suas principais linhas do balanço quando comparado a 2011: a receita líquida da empresa caiu de R$ 20,9 bilhões para R$ 20,7 bilhões, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recuou de R$ 6,9 bilhões para R$ 6,3 bilhões e o lucro líquido passou de R$ 865 milhões para R$ 724 milhões.
Na sexta-feira a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou que a Oi, que por três meses seguidos liderava as novas adições de linhas, foi a única entre as quatro grandes operadoras do país a mostrar queda neste indicador em dezembro e perdeu 0,2 ponto percentual de participação de mercado, para 18,8%.
O mistério CCX: alta de 40% sem motivo público
A principal referência do dia, porém, ficou com as ações da CCX (CCXC3), que chegaram a disparar 47,69% no intraday, alcançando os R$ 3,19, antes de fechar com ganhos de 44,91%, aos R$ 3,13. O volume negociado de R$ 15,4 milhões também surpreendeu, já que a média dos últimos 21 pregões antes desta segunda-feira (21) é ligeiramente abaixo de R$ 1 milhão.
A ação já vinha mostrando forte alta nos últimos pregões. Na quinta-feira a valorização superou os 5% e foi seguida por ganhos de mais 8% na sexta-feira. Com isso, no acumulado dos três pregões até a máxima desta segunda-feira, a alta chega a 66,3%. Analistas e operadores do mercado não sabem explicar o motivo desta alta. Procurada pelo Portal InfoMoney, ninguém da empresa ainda foi encontrado para algum posicionamento oficial.
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Um analista que não quis ser identificado disse que também não tem conhecimento de nenhum fato que justifique esse movimento tão forte, mas lembra que essa alta pode ter relação com a entrada de um parceiro estratégico. “Por se tratar de uma empresa em fase pré-operacional, e considerando os elevados investimentos que devem ser feitos na mina de carvão na Colômbia, seria plausível especular uma injeção de capital na companhia”, afirmou, apesar de ressaltar que se trata apenas de uma especulação, e não de um fato.
Em novembro do ano passado o diretor-presidente da CCX, José Gustavo de Souza Costa, chegou a dizer em teleconferência com investidores que esperava concluir a venda estratégica de 30% da empresa nos próximos meses. O executivo, que havia assumido o cargo em outubro, disse à época que uma de suas primeiras atividades foi uma viagem internacional para conversar com um possível parceiro.
Eletropaulo dispara com suspensão de multa; Eletrobras ignora fato
As ações da Eletropaulo (ELPL4) responderam positivamente à suspensão do processo sobre o pagamento de R$ 1,3 bilhão à Eletrobras (ELET3; ELET6), referente a contrato de financiamento acertado na década de 1980. Os papéis fecharam em alta de 4,45%, aos R$ 15,26.
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Embora já fosse esperado esse adiamento, a notícia é bastante favorável para a empresa, uma vez que a decisão irá demorar mais tempo, ao passo que a companhia ganha mais chance no caso, avalia Beatriz Nantes, da casa de research Empiricus.
Esse otimismo é mantido pela própria Eletropaulo, que disse em comunicado: “nosso departamento jurídico e nossos assessores legais externos estimam que a companhia tem boas chances no julgamento do agravo de instrumento e, com relação ao processo, a avaliação de perde permanece inalterada, sendo sua classificação mantida como possível”.
Curiosamente, os papéis da Eletrobras também tiveram uma sessão melhor ainda – embora o não pagamento dessa multa seja prejudicial à estatal elétrica. Os papéis preferenciais lideraram os ganhos do Ibovespa, ao passo que os ordinários avançaram 5,19%, fechando a R$ 7,70.
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Após prévia, Trisul atinge a máxima desde setembro de 2011
Embaladas pela prévia operacional, as ações da Trisul (TRIS3) estenderam o rali visto desde o final de dezembro e apareceram entre os destaques de alta da BM&FBovespa, com ganhos de 8,93%, cotados a R$ 3,66, atingindo seu maior patamar desde 1 de setembro de 2011, quando fecharam a R$ 3,89.
Na última sexta-feira, a companhia divulgou sua prévia operacional, reportando bom resultado. No quarto trimestre de 2012, com 2 lançamentos, a empresa obteve R$ 186 milhões de VGV (Valor Geral de Vendas), ante R$ 49 milhões registrados no mesmo período de 2011. No acumulado anual, a companhia chegou a VGV de R$ 290 milhões com 4 empreendimentos, ante R$ 324 milhões em 2011.
Apesar da resposta positiva das ações no mercado, a equipe de análise da XP Investimentos mantêm-se cética em relação ao futuro da companhia. “Os resultados mostram uma melhora em relação ao mesmo trimestre de 2011 e sobre os primeiros nove meses de 2012. No entanto, não acreditamos que isso será acompanhado por uma melhora drástica nas margens bastante suficiente para mudar a nossa recomendação de não exposição às ações da empresa”, afirmam os analistas em relatório.
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Sendo uma das imobiliárias com menor liquidez da BM&FBovespa, as ações da Trisul já acumulam ganhos de mais de 45% nos últimos 30 dias, tendo um volume financeiro médio de R$ 470 mil por dia e uma média diária de 59 negócios.
Ação da Lupatech continua rali de alta
Outra empresa que continuou seu rali foi a Lupatech, que subiu 5,45%, aos R$ 2,32 – depois de alta de 24,29% na sexta. O volume da empresa impressiona: atinge R$ 19,85 milhões, bastante acima dos R$ 10,34 milhões movimentados na sexta. Vale mencionar que o volume médio das ações LUPA3 nos 21 pregões anteriores ao de sexta-feira era de R$ 1,6 milhão.
A ação da Lupatech se recupera das quedas 97,15% ao longo dos últimos cinco anos – recuando dos R$ 54,72 para uma mínima de R$ 1,56 no ano passado. A companhia tem respondido bem à troca de seu diretor financeiro e de relações com investidores, Ricardo Mollo, anunciada na quinta-feira, o que fez as ações saltarem de R$ 1,77 para o patamar atual – alta de 41,24%.
A função de diretor financeiro passa para Thiago Piovesan, até então diretor de planejamento e controle. Já o cargo de diretor de relações com investidores será exercido pelo presidente da Lupatech, Alexandre Monteiro. Ricardo Mollo, com passagens pelos bancos Garantia, Safra, ABC Brasil e Unibanco, havia assumido o cargo de diretor financeiro e de relações com investidores em setembro do ano passado.
Profarma estende ganhos com aquisição da CSB
Após firmar a compra da totalidade das ações da CSB Drogarias – marcando assim sua entrada no ramo varejista de produtos farmacêuticos -, a Profarma (PFRM3) viu suas ações dispararem 13,04% na sexta, continuando o rali nesta sessão, com ganhos de 4,85%, fechando a R$ 15,36.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, a Profarma firmou a compra da totalidade do capital da Casa Saba Brasil por R$ 87 milhões, após aprovação da operação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Nascida em 2010 da aquisição de duas tradicionais redes de varejo farmacêutico – a Drogasmil e a Farmalife -, a CSB possuía cerca de 85 lojas dessas duas marcas espalhadas pelo Rio de Janeiro. Em 2011, essa empresa teve um faturamento de R$ 332,8 milhões.