Na máxima histórica, ação da Klabin continua a subir e é top pick do Itaú

Ações reigstram volume mais de três vezes acima da média histórica neste pregão, em meio a cenário positivo para empresa

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SÃO PAULO – Depois de acumular ganhos próximos a 70% no último ano e na máxima histórica, as perspectivas para as ações da Klabin (KLBN4) continuam boas. Em relatório, a equipe de análise do Itaú BBA elege as ações da companhia como as preferidas no setor de papel e celulose.

Ao mesmo tempo, os papéis da empresa registram um dia de fortes ganhos. Segundo cotação por volta das 17h10 (horário de Brasília), a valorização era de 3,71%, aos R$ 13,69, com um volume de R$ 110 milhões, cerca de três vezes superior à média diária e acima do de ações como as ordinárias da Petrobras (PETR3, PETR4) e da Vale (VALE3, VALE5).

As projeções otimistas do Itaú BBA levam em conta uma combinação de projetos rentáveis – que podem dobrar o Ebitda (geração operacional de caixa) nos próximos quatro anos -, um crescimento de baixo risco nos ganhos, sustentados pelo controle de custos, e um balanço confortável, dizem Marcos Assumpção e André Pinheiro.

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Com uma recomendação outperform, isso é, retorno acima da média do mercado, os analistas estabelecem um preço-alvo de R$ 16,00. Com isso, o potencial teórico de valorização é de 40,3% sobre o último fechamento.

Os ganhos mais elevados de Klabin sobre suas concorrentes se deve pela alta do consumo no mercado doméstico, enquanto Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5) estão sujeitas às volatilidades no mercado de celulose e ao crescimento global. Estas também são as mais expostas ao câmbio. “Nós acreditamos que os investidores que estão positivos em Fibria e Suzano estão basicamente jogando o jogo do câmbio, e apostando em uma depreciação do real”, escrevem.

Levanto em conta uma análise dos múltiplos, o preço sobre lucro da Klabin também é o mais atrativo entre as suas concorrentes. Assumpção e Pinheiro acreditam que esse prêmio se justifica pelo baixo risco e por um forte potencial para conseguir agregar mais valor em seus ativos atuais, o que pode melhorar o resultado da empresa sem ter que contrair novas dívidas.

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Os analistas esperam que o preço da celulose atingirão um pico no primeiro trimestre deste ano, aos US$ 800 por tonelada. Mas, a partir daí, os preços deverão cair, por conta do aumento na oferta e uma demanda sazonalmente mais fraca.

Apesar do otimismo do Itaú com Klabin e uma visão mais neutra com Fibria e Suzano, as ações destas companhias também mostram uma trajetória positiva e estão em suas máximas desde março de 2011.