Cetip diz que plataforma para setor imobiliário será implantada em 2013

Companhia espera decisão do Banco Central para iniciar operações no setor até o início de 2013

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SÃO PAULO – A Cetip (CTIP3) afirma que finalizará a implantação da plataforma para iniciar as operações no setor imobiliário até o segundo semestre de 2013.

A companhia espera ainda ter um retorno do Banco Central da regulamentação para atuação no setor imobiliário até o segundo semestre de 2013, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, Francisco Carlos Gomes, durante teleconferência de análise dos resultados do terceiro trimestre de 2012. 

“Estamos pronto. A partir do momento que o Banco Central soltar a regulação inferior de registros de contratos de crédito imobiliário, nós estamos aptos a atender ao regulador e ao sistema financeiro nessa nova atividade”, afirma.

A Cetip fechou em outubro uma parceria com a FNC, principal fornecedora de tecnologia e dados para o setor nos Estados Unidos. As empresas pretendem desenvolver em conjunto um sistema para auxiliar os bancos no processo de concessão dos financiamentos. O acordo com a norte-americana FNC foi o primeiro projeto efetivo para crédito imobiliário anunciado até o momento. 

A entrada neste setor é vista como uma das formas de a Cetip ampliar suas fontes de receita, que tem acompanhado um cenário delicado, em meio a iminente ameaça de competição da BM&FBovespa na área de registro e negociação de títulos de renda fixa no chamado mercado de balcão – fora do ambiente de bolsa – e o ainda fraco desempenho das vendas financiadas de veículos.

Outras propostas
Além disso, a Cetip afirmou que está avaliando um pedido para se tornar administradora de bolsa com foco em derivativo, afirmou Gomes. 

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O vice presidente afirma que o objetivo não é competir com os mesmos produtos da BM&FBovespa e que também está avaliando uma parceria para criação de uma central de contraparte para instrumentos de bolsa.

A companhia estuda ainda uma parceria para a criação de uma central de contraparte para instrumentos de bolsa, estudando tornar a empresa uma operadora de bolsa de valores, podendo atender também uma eventual bolsa de derivativos de energia.