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SÃO PAULO – As ações da Eletrobras (ELET3,ELET6) têm mais um dia de forte queda, impulsionadas por uma série de notícias envolvendo os impactos das novas medidas impostas pela Medida Provisória 579, que estabelece as novas regras para as renovações de concessões previstas para terminar a partir de 2015.
Às 11h27 (horário de Brasília) as ações ordinárias ELET3 operavam em queda de 4,81%, cotadas a R$ 9,30. Enquanto isso, os ativas ELET6 lideram as perdas no Ibovespa ao registrar forte desvalorização de 5,59%, aos R$ 12,84. Enquanto isso, o principal benchmark da bolsa brasileira recuava 0,30% no mesmo horário. Na mínima do dia, ELET6 e ELET3 chegaram a mostrar quedas de 6,10% e 5,73%, respectivamente.
Para o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, o movimento negativo dos papéis responde a uma série de notícias que já mostram os impactos das novas regras estabelecidas pelo conforme. Entre as notícias acompanhadas pelo mercado, o jornal Valor Econômico reportou que o fundo norueguês Skagen, responsável pela gestão de US$ 18 bilhões em ativos e detentor de 17,5% das ações preferenciais da Eletrobras, enviou carta aos conselheiros de administração da estatal recomendando que não prorroguem as concessões.
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“Isso pode ser interpretado como uma nacionalização forçada”, disse ao Valor o gestor do fundo norueguês, Knut Harald Nilsson, que tem investimentos de R$ 2,6 bilhões no país. Ainda segundo a publicação, a Eletrobras aponta em documento que as novas regras terão efeitos devastadores para a companhia.
As preocupações levaram a Eletrobras a anunciar na véspera o adiamento de seus planos de captar cerca de R$ 2 bilhões no mercado com uma emissão de debêntures. Segundo reportagem do Valor Econômico, as incertezas que pairam sobre a renovação das concessões de energia elétrica motivaram essa desistência.