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SÃO PAULO – Com prejuízo de R$ 309,4 milhões no terceiro trimestre, a Gol (GOLL4) reforça que continua aumentando sua eficiência para mitigar o aumento de custo estrutural na indústria de aviação nacional.
Em teleconferência realizada nesta quarta-feira (14), o diretor de relações com investidores da companhia, Edmar Prado Lopes, afirmou, entretanto, que a empresa segue com o balanço pressionado pelos custos, com o aumento das despesas de combustível, depreciação do real frente ao dólar e o aumento nas tarifas aeroportuárias.
Segundo ele, a Gol vem enfrentando desafios externos ao seu ambiente, mas ainda assim conseguiu terminar o terceiro trimestre com caixa de R$ 1,9 bilhão e indicador de alavancagem – total de caixa/dívida de curto prazo – de 3,1 vezes. “Esse é um pilar que conquistamos e vamos manter essa posição enquanto recuperamos nossas margens”, disse.
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A projeção da empresa para a margem, por sua vez, continua sendo negativa para o ano. Apesar da demanda ser historicamente mais aquecida no quarto trimestre, a Gol não vai alterar seu guidance traçado.
“Com a alta temporada se aproximando, o yield (valor médio por passageiro para voar um quilômetro) vai sofrer consequentemente um aumento, mas ainda é cedo para afirmar se o quarto trimestre desse ano terá yield mais robusto do que em 2011. Contudo, há uma expectativa de expansão, mas motivada principalmente pela alta temporada”, reforçou.
Redução da oferta
Em relação a redução da oferta de assentos por quilômetro para ano que vem, Paulo Kakinoff, presidente da Gol, que também estava presente na apresentação dos resultados, afirmou que a tendência permanece. “A indústria continua com tendência de racionalização da oferta”, disse. A companhia, entretanto, ainda não definiu sua estratégia para 2013.
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A racionalização realizada na oferta, segundo a empresa, foi essencial para a companhia conseguir aumentar o load factor (capacidade efetivamente utilizada de assentos da aeronave) e o Rask (Receitas por assento/quilômetro), o que seria muito difícil para as companhias aéreas quando considerado o cenário atual.
“O atual cenário de preço de combustível, de desvalorização cambial, já nos indica previsão de redução”, disse. O executivo, contudo, ponderou que a evolução do PIB (Produto Interno Bruto) será determinante para a definição da política adotada pela empresa daqui para frente.