Consumo e perdas de energia sobem 1,1% em março, revela ONS

De acordo com os dados, sistema operou com 59.342 MW médios; em 12 meses, alta acumulada foi de 6,5%

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SÃO PAULO – A carga de energia elétrica no Brasil aumentou 1,1% em março de 2011, frente ao mesmo mês do ano passado, segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) divulgado nesta terça-feira (5).

A análise leva em consideração tanto o consumo quanto as perdas de energia. Na comparação com fevereiro, em compensação, houve queda de 3,1%.

De acordo com os dados preliminares para o terceiro mês do ano, o sistema operou com 59.342 MW médios. Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado aumento de 6,5%, em relação ao período anterior.

Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste apresentou alta de 1,6% na evolução da carga em março, na comparação com o mesmo período de 2010, atingindo 36.655 MW médios. Em relação a fevereiro, o recuo foi de 4,6%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 7,1%.

No que diz respeito à região Sul, a carga em março foi de 10.177 MW médios, com uma variação positiva de 2,9% ante o mesmo mês do ano anterior e queda de 3,5% frente a fevereiro. O resultado, apesar do bom desempenho das indústrias da região, se deve ao efeito calendário e a ocorrência de temperaturas amenas. Em 12 meses, a alta no Subsistema Sul é de 5,6%.

A região Nordeste, por sua vez, apresentou queda no consumo e perdas de energia de 2,8% na comparação entre março deste ano e igual mês de 2010, para 8.501 MW médios. Já na comparação com fevereiro, houve alta de 2,1%. No acumulado de 12 meses, foi verificada alta de 5,2%. A queda na comparação anual pode ser explicada pelo menor número de dias úteis no mês e também pela ocorrência de chuvas acompanhadas de temperaturas mais baixas.

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Por fim, no mês de março, a região Norte operou com 4.008 MW médios, 1,2% a mais do que no mesmo período do ano passado e 1,9% mais alto do que em fevereiro. Em 12 meses, a variação positiva foi de 5,7%. O desempenho da carga de energia está fortemente ligado à produção dos grandes consumidores conectados à rede básica.