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SÃO PAULO – O Ibovespa seguiu em trajetória positiva desde o início do pregão desta segunda-feira (19) e encerrou com alta de 1,89%, alcançando 56.450 pontos. Em dia movimentado pelo vencimento de opções sobre ações, o bom desempenho do índice refletiu a valorização das ações de empresas ligadas a commodities. O giro financeiro foi de 7,833 bilhões.
As companhias do setor de petróleo e mineração foram destaque da ponta compradora do índice, com Vale (VALE3, +1,32%; VALE5, +1,21%), Petrobras (PETR3, +0,66%; PETR4, +0,53%) Usiminas (USIM3, +3,65%; USIM5, +6,45%) e OGX (OGXP3, +7,47%) registrando fortes altas, resultado da volatilidade natural do vencimento de opções sobre ações.
O bom humor visto no cenário internacional também contribui para o desempenho positivo das empresas produtoras de matérias-primas. Lá fora, os investidores atuam confiantes de que os políticos norte-americanos conseguirão chegar a um acordo, antes de 1º de janeiro, evitando o “abismo fiscal”.
Ações do setor de construção civil também chamaram a atenção nesta segunda-feira, com as ações da Rossi (RSID3, +7,04%) e MRV (MRVE3, +6,42%) aparecendo entre os maiores ganhos pelo principal benchmark da bolsa brasileira.
Enquanto isso, o destaque negativo ficou para as ações da Eletrobras. Os papéis ELET6 recuaram 15,43%, sendo negociadas a R$ 9,81, enquanto as ações ELET3 perderam 13,41%, cotadas a R$ 8,01, após o Barclays reduzir a classificação da estatal para venda e cortou a estimativa de preço dos papéis para R$ 1.
Agenda econômica
Do lado econômico, o Boletim Focus do Banco Central indicou o corte da projeção para o crescimento da economia em 2012 e 2013. A agenda ainda reserva dados sobre a balança comercial.
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Nos EUA, as vendas de casas usadas vieram levemente acima do esperado em outubro. Foram comercializadas 4,79 milhões de casas, frente ao consenso das projeções do mercado de 4,70 milhões.
Zona do euro no radar
Ainda em destaque no noticiário internacional, os ministros das Finanças da zona do euro devem aprovar o desembolso de 44 bilhões de euros à Grécia na terça-feira, mas o recurso só estará disponível em 5 de dezembro se o país cumprir os requisitos do financiamento.
Ainda na zona do euro, a Alemanha, maior potência da Europa, provavelmente perderá um novo impulso no fim do ano já que sua economia está agora sentindo o impacto da crise da dívida da zona do euro e a desaceleração global, informou o Bundesbank.
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O banco central alemão informou ainda, em seu relatório mensal de novembro, que mais e mais setores já não esperam que a economia se recupere rapidamente, mas em vez disso viu a crise da dívida da zona do euro e a desaceleração global pesando em grandes partes da economia.
Além disso, a união bancária europeia pode enfrentar um conflito de interesses entre supervisão bancária e política monetária, que devem ficar separadas, afirmou a autoridade do Banco Central Europeu, Jens Weidmann.
Principais bolsas fecham em alta
Os principais índices acionários norte-americanos fecharam o pregão de segunda-feira em alta. O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em alta de 2,21% a 2.916 pontos.
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O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em valorização de 1,99% atingindo 1.387 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 1,65% chegando a 12.795 pontos.
Na Europa, o índice CAC 40, da bolsa de Paris, apresentou valorização de 2,93%, a 3.440 pontos, enquanto o FTSE 100, da bolsa de Londres, operou em alta de 2,36%, atingindo 5.738 pontos. A Bolsa de Frankfurt apresentou uma alta de 2,49%, atingindo 7.124 pontos e uma forte valorização de 20,78%.
Dólar
O dólar comercial fechou estável a R$ 2,0845 na venda.
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Agenda da próxima sessão
Com a ausência de indicadores na agenda interna por conta do feriado do Dia da Consciência Negra no Brasil, os investidores acompanharão nesta terça-feira (20) a agenda econômica dos Estados Unidos, que revela indicadores sobre o mercado imobiliário: por lá serão anunciados o Housing Starts e o Building Permits.
Os indicadores medem, respectivamente, o número de casas que começaram a ser construídas e quantas autorizações para a construção de imóveis foram concedidas no mês de outubro.
Já no Japão, acontece a Reunião do Bank of Japan, onde as autoridades monetárias do país irão decidir se irão elevar a taxa básica de juro do país.