Cesta básica de SP sobe pouco, mas segue como a mais cara do País

Segundo o Dieese, no mês passado, os paulistanos pagaram R$ 268,52 para comprar os produtos essenciais

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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo registrou aumento de 0,35% no mês de abril, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e divulgada nesta quarta-feira (5).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 268,52 para comprar os produtos essenciais. No quadrimestre, a cesta acumula alta de 1,27% e, em 12 meses, a elevação já é de 2,73%. Apesar de altas relativamente pequenas, tanto na análise mensal como nos acumulados do ano e em 12 meses, a cesta paulistana permanece na primeira colocação do ranking das mais caras do País.

Quedas e altas
De acordo com a pesquisa, a elevação no preço da cesta, no mês, foi consequência, principalmente, do aumento do preço da batata (26,64%) e do feijão (7,95%). Ainda encareceram o leite (3,13%), a manteiga (2,79%), a carne (1,87%) e o café (1,56%).

Na direção oposta, seis itens apresentaram redução de preços, com destaque para o tomate, com 13,73% de baixa. Em seguida, aparecem o arroz (-3,66%), o açúcar (-1,84%), a banana (-1,70%), a farinha de trigo (-0,94%) e o pão (-0,15%). O preço do óleo de soja permaneceu estável.

Doze meses
No acumulado de maio de 2010 a abril de 2011, os maiores aumentos foram anotados no óleo de soja (26,46%), na carne (21,38%), na farinha de trigo (15,38%), no pão (8,17%), na banana (6,98%), café (4,98%) e no leite (2,64%). Caíram de preço a batata (-25,08%), o tomate (-15,17%), o feijão (-14,66%), o arroz (-10,68%), o açúcar (-10,13%) e a manteiga (-6,91%). Segundo o Dieese, os fatores climáticos favoreceram a produção desses alimentos essenciais.

Comprometimento da renda
Com o valor de R$ 268,52, o custo médio da cesta básica tomou 53,55% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em março, o comprometimento era de 53,37% e, há um ano, de 55,71%.

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Ainda de acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 108 horas e 24 minutos para adquirir todos os produtos essenciais, tempo maior do que o verificado um mês antes, quando foram necessárias 108 horas e 01 minuto de trabalho. No mesmo período do ano passado, o tempo era de 112 horas e 45 minutos.