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SÃO PAULO – Os bancos reduziram novamente a expectativa para o avanço do crédito ao consumidor neste ano, de acordo com dados divulgados pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quarta-feira (4).
Em março, os bancos esperavam que o crédito às pessoas físicas crescesse 16,5% neste ano, percentual que caiu para 15,8% em maio.
No ano passado, essa modalidade cresceu 18,8% e, de acordo com os bancos, ela deve evoluir 14,6% em 2012, segundo a pesquisa de Projeções e Expectativas de Mercado.
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De acordo com o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, a redução das expectativas foi causada pela projeção de crescimento menor da economia, pelas medidas macroprudenciais tomadas pelo governo no ano passado e pela elevação do juro. “A série de medidas adotadas pelo Governo desde o final do ano passado está surtindo efeito e a expectativa é que, no médio prazo, elas tenham um impacto positivo do ponto de vista da inflação e do cenario macroeconômico”, afirmou ele.
Crédito às famílias
Ainda em relação aos empréstimos para pessoas físicas, os dados mostram que os bancos esperam uma evolução de 17,3% neste ano em crédito pessoal – incluindo consignado -, ante uma alta de 25,2% em 2010.
Nas operações de crédito para aquisição de veículos, por sua vez, a pesquisa revelou que as instituições aguardam uma expansão de 15,4% em 2011, sendo que no ano passado o aumento ficou em 19,9%.
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Em março, os bancos esperavam um aumento de 16,2% no crédito para aquisição de veículos, o que remete à queda das expectativas nesta modalidade. No caso do empréstimo pessoal, as projeções não se alteraram.
“Os números vieram em linha com o que esperávamos do ponto de vista da evolução do crédito, por conta da série de medidas monetárias e o endurecimento da politica fiscal”, disse Sardemberg.
Entretanto, mesmo com a redução das expectativas para o crescimento do crédito, o economista enxerga um cenário favorável. “Ainda é um cenário bastante positivo em termos de evolução do mercado financeiro. É claro que essas medidas do Governo já refletem um cenário de crescimento menos vigoroso, mas está dentro das estimativas”, ressaltou.
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Inadimplência
Em relação à perspectiva de inadimplência, que não distingue pessoas físicas e jurídicas e considera atrasos acima de 90 dias, a estimativa dos bancos é de 4,5% para este ano, a mesma de fevereiro, ante o consolidado de 4,6% de 2010.
“A expectativa de inadimplência permaneceu inalterada em relação à pesquisa anterior. O fato da inadimplência estar baixa está relacionado com a expectativa de cenário benigno de crescimento econômico, com a alta da taxa de emprego e renda. Dado esse cenário, não vejo razão para termos movimentos muito bruscos de inadimplência”, afirmou o economista.
Pessoa jurídica
Em relação às pessoas jurídicas, a alta esperada para este ano é de 15,8%, enquanto na pesquisa anterior, a estimativa era de um crescimento de 16,6%. No ano passado, por sua vez, o crédito para as empresas avançou 15,4%.
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De forma geral, os bancos esperam que as operações de crédito da carteira total cresçam 16,7% neste ano, ante 20,5% registrados em 2010.