Dieese: custo de vida aumenta mais para famílias de maior renda em SP

Em abril, as taxas foram menores do que as apresentadas em março, para todos os estratos sociais

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SÃO PAULO – O custo de vida na capital paulista no mês de abril pesou com mais intensidade para as famílias de maior renda. As taxas, porém, foram menores do que as apresentadas em março, para todos os estratos sociais. 

Para as famílias pertencentes ao estrato 3 (composto pelas famílias com maior poder aquisitivo, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 2.792,90 ao mês), o ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), ficou em 0,87%, taxa 0,16 ponto percentual menor do que a de março.

Para o estrato 2 (composto por famílias com nível intermediário, com renda média salarial de R$ 934,17 ao mês), por sua vez, a taxa mostrou leve queda de 0,01 p.p., alcançando 0,74% neste mês.

Já para as pessoas inseridas no estrato 1 (famílias com mais pobres, com rendimento médio de R$ 377,49 mensais), o ICV recuou para 0,56%, ante 0,66% do mês anterior.

Pesos diferentes
Segundo o Dieese, a elevação no custo de vida não afeta todas as famílias da mesma forma, já que, dependendo do estrato de renda a que pertencem, os gastos são diferenciados.

O aumento do Transporte, que teve como principal origem os combustíveis, afetou as famílias de forma crescente com o poder aquisitivo, impactando o cálculo das taxas por estrato de renda da seguinte forma: estrato 1 (0,19 ponto percentual), estrato 2 (0,45 p.p.) e estrato 3 (0,64 p.p.).

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De forma inversa ao impacto do setor de transporte, o grupo da saúde afetou mais as famílias de renda mais baixa, com as seguintes variações: 1º estrato (0,19 ponto percentual), superior ao do 2º (0,16 p.p.) e ao do 3º (0,12 p.p.). O reajuste dos medicamentos foi o principal fator a contribuir com a alta.

O setor de alimentação também prejudicou mais as famílias de menor poder aquisitivo, com as seguintes contribuições no cálculo de suas taxas por estrato de renda: 1º estrato (0,13 ponto percentual), 2º (0,08 p.p.) e 3º (0,06 p.p.).

Por fim, vale ressaltar que a soma das contribuições dos três grupos citados acima – Transporte, Alimentação e Saúde -, respondem praticamente pela taxa inflacionária total de cada estrato de renda.

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Impactos
Confira as variações do custo de vida, conforme os grupos de despesas, para cada estrato social na tabela a seguir:

ICV por estrato de renda em abril
Item  Estrato 1    Estrato 2    Estrato 3  
Transportes 1,70% 2,98% 3,71%
Habitação 1,80% 1,34% 0,81%
Saúde 0,10% 0,13% 0,13%
Alimentação 0,34% 0,23% 0,23%
Vestuário 0,25% 0,23% 0,15%
Recreação 0,03% -0,09% -0,11%
Despesas Diversas 0,27% 0,32% 0,38%
Equipamento Doméstico -0,71% -0,88% -0,71%
Despesas Pessoais 0,42% 0,41% 0,38%
Educação 0,75% 0,88% 0,62%
TOTAL 0,56% 0,74% 0,87%