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Após a alta de 1,81% na sessão da última segunda-feira, o Ibovespa não sustentou os ganhos e voltou a fechar em queda, repercutindo o noticiário internacional. Com isso, o índice fechou com queda de 0,37% aos 56.242 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,11 bilhões.
Como o mercado ficou fechado na terça-feira, por conta do feriado do Dia Nacional da Consciência Negra, os investidores precificam o noticiário internacional. Vale ressaltar que, na véspera, houve queda do índice de ADRs brasileiros negociados na Nyse na terça-feira.
Na véspera, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que a autoridade monetária não pode compensar o dano potencial do “abismo fiscal”, decepcionando os investidores e contribuindo para um pregão quase estável nos mercados lá fora.
Destaques corporativos
As ações da Eletrobras foram mais uma vez o destaque de queda na sessão. Os papéis ordinários despencaram 15,73%, aos R$ 6,75, enquanto os preferenciais classe B recuaram 20,08%, aos R$ 7,84 – figurando entre as maiores quedas do Ibovespa. Na segunda-feira, as ações ELET3 já haviam caído 13,41% e as ELET6 em 15,43%, refletindo o corte de preço-alvo pelo Barclays para apenas R$ 1.
Já na ponta positiva, os papéis ordinários da Marfrig, da CESP e da Suzano, com ganhos respectivos de 4,78%, 3,35% e 2,86%. Os papéis da Brasil Foods também tiveram ganhos, de 2,32%, em meio ao bom momentum vivido pelas ações, após a divulgação dos resultados em 12 de novembro.
EUA e Europa: cenário ainda é de cautela
Apesar da recuperação do mercado, o foco dos investidores segue ainda no impassepara a resolução de problemas no mercado internacional. Além da fala do presidente do Fed, a Europa seguiu no radar, com a demora em liberar nova tranche do pacote de ajuda à Grécia.
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Após 12 horas de reunião entre os ministros de finanças da zona do euro, com a participação da diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e do presidente do BCE, Mario Draghi, mas sem chegar a um acordo, um novo encontro foi agendado para a próxima segunda-feira, 26. Contudo, dentre as boas notícias, esteve o acordo entre a zona do euro e o FMI para um programa de recompra da dívida grega.
Já nesta quarta-feira, o destaque no Velho Continente fica com a ata da última reunião do BoE. Pelo documento, apenas um dos nove membros do comitê de política monetária discordou da decisão tomada no início deste mês, de manter o programa de compra de títulos inalterado, em £ 375 bilhões, votando por uma aumento de £ 25 bilhões.
Agenda cheia
Nos EUA, a agenda econômica esteve repleta de indicadores antes do feriado de Dia de Ação de Graças, que manterá as bolsas de Nova York fechadas na quinta-feira e com horário de negociação reduzido na sexta-feira. O Initial Claims veio melhor do que o esperado pelos analistas. Na passagem semanal, foram observados 410 mil novas solicitações de auxílio-desemprego no país, contra expectativa de 435 mil. Já a confiança do consumidor no país, apesar de uma leve alta, ficou abaixo do esperado no mês de novembro, passando para 82,7 pontos ante expectativa de 84 pontos.
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O Leading Indicators, com a compilação dos mais importantes indicadores do país, ficou em linha com o esperado ao apresentar alta de 0,2% em outubro.
No mercado brasileiro, por outro lado, o dia foi fraco. A agenda teve apenas a divulgação da nota de mercado aberto pelo Banco Central, revelando o aumento da dívida pública federal em outubro com a emissão de títulos públicos, além do fluxo de câmbio, que mostrou um saldo positivo de US$ 3,5 bilhões na entrada de dólares até o dia 16 de novembro.