Mais uma vez, os papéis da Eletrobras se destacaram no campo negativo. Elas, que já estão em patamares de 2004, precificam a empresa em 1/8 do patrimônio declarado no último balanço. A companhia, que lucrou R$ 1 bilhão no último trimestre, vem registrando uma das maiores quedas do Ibovespa no ano na expectativa de que a MP 579 destrua os resultados da empresa.
Ações da Cemig em alta
Se, por um lado, as ações da Eletrobras registraram a maior queda, os papéis preferenciais da Cemig tiveram a maior alta, com ganhos de 4,65%, aos R$ 23,87. Em seguida, estiveram os papéis da Braskem, com alta de 3,96%, aos R$ 13,88 e da OGX Petróleo, com valorização de 3,87%, aos R$ 4,83.
Além da Eletrobras, os papéis da LLX Logística tiveram forte queda, recuando 7,46% e atingindo os R$ 7,46.
China anima, ao contrário da Europa
Com as bolsas norte-americanas inoperantes, os investidores tiveram como referência números da economia de outras regiões, em especial, os sinais de recuperação da indústria da China.
Dados preliminares publicados pelo HSBC, nesta quinta, apontaram que a atividade industrial da China expandiu em novembro pela primeira vez em mais de um ano. O índice que mede o desempenho do setor ficou em 50,4 este mês, contra 49,5 em outubro. Qualquer leitura acima de 50 expressa crescimento.
Na ponta negativa, a atividade do setor privado da zona do euro continuou a apontar contração a um ritmo acelerado no mês de novembro, conforme a prévia do PMI composto da região – uma medida da atividade tanto do setor de serviços quanto da indústria de transformação.
Publicado pela Markit Economics, nesta quinta, o índice apresentou leve avanço de 45,8%, de 45,7 em outubro – mas permaneceu bem abaixo do nível de 50. O PMI de serviços caiu de 46 para 45,7; enquanto o PMI de manufatura subiu de 45,4 para 46,2.
Por aqui, prévia do IPCA e desemprego
Por aqui, o IPCA-15 desacelerou para 0,54% em novembro, ante variação de 0,65% em outubro. Já a taxa de desemprego nacional ficou em 5,3% em outubro – a menor para o mês desde o início da série em março de 2002. Ambos os indicadores foram divulgados pelo IBGE.