B2W sobe 18% e OGX atinge mínima desde janeiro de 2009; veja destaques

Ações do setor elétrico não conseguiram se manter em alta e Cesp caiu 6%; HRT perde fôlego após subir mais de 8% no intraday

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SÃO PAULO – Dia volátil na bolsa brasileira. Depois de alta de 1,20% no intraday, o Ibovespa fechou a sessão com queda de 0,86% nesta terça-feira (27), aos 56.248 pontos. Os papéis da Cesp (CESP6) lideraram as perdas do índice, com queda de 6,08%, para R$ 17,00. Na outra ponta, destaque para a excepcional alta de 17,35% da B2W Varejo (BTOW3), que terminou o dia aos R$ 13,93.

Repercutiu nesta terça o relatório publicado pelo Bank of America Merrill Lynch, no qual ele elevou a recomendação das ações da B2W para compra. A decisão veio apenas 10 dias após o mesmo banco elevar a sugestão dada a BTOW3 de venda para neutra. O BofA também elevou o preço-alvo da companhia para R$ 18, o que ainda garante um potencial de valorização de 29,2%. Os analistas enfatizam que a empresa parece estar próxima de uma mudança importante, citando ainda que a infraestrutura de distribuição regional pode criar uma das estruturas de custo mais baixas entre as empresas do setor no País.

Vale mencionar que no intraday esses papéis chegaram a subir 21,74%, quando eram negociados a R$ 14,45 – seu maior patamar desde 31 de outubro de 2011. Além disso, o volume financeiro movimentado pelas ações da varejista online também surpreenderam, totalizando R$ 38,9 milhões, quase 4 vezes acima da média diária dos últimos 21 pregões.

Aproveitando o bom momento da sua controlada, a Lojas Americanas (LAME4) também teve um bom dia na Bovespa, com os papéis LAME4 subindo 4,23% – a 2ª maior valorização do Ibovespa -, fechando a R$ 19,22.

OGX: mínima desde janeiro de 2009
Por outro lado, a OGX Petróleo (OGXP3) viu suas ações registraram queda de de 3,69%, atingindo os R$ 4,44. Esse foi o menor fechamento da companhia desde 7 de janeiro de 2009, quando haviam terminado o pregão a R$ 4,37 – ainda se recuperando da crise de 2008. 

As blue chips estiveram voláteis nessa sessão: os papéis chegaram a subir 1,95%, impulsionados pela compra de 40% do bloco BS-4, que era da Petrobras (PETR3; PETR4), no valor de US$ 270 milhões. A aquisição foi uma oportunidade única vista pelo management da companhia, uma vez que será exigido um maior nível de capex (investimentos em bens de capital), disse a XP Investimentos. 

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“O farm-in efetuado pela OGX ocorre num momento de alta necessidade de capital por parte da própria companhia, o que por natureza seria um entrave para a aquisição de grande porte”, comentou a equipe de análise, chefiada por Rossano Oltramari.

Mesmo com a compra bem avaliada, a petrolífera de Eike não resistiu ao movimento do mercado: tiveram queda, assim como a Petrobras (PETR3; PETR4), que viu suas ações preferenciais subirem 2,50% durante o intraday, mas fecharem no vermelho com recuo de 1,65%, aos R$ 18,51. 

CCR e OHL sentem “mão pesada” do governo
As interfêrencias do governo começam a pesar nas empresas de concessões rodoviárias. As recentes manifestações do Tribunal de Contas da União em favor ao edital das próximas concessões têm um caráter positivo para o andamento do processo, entretanto, evidencia uma remuneração mais baixa.

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O patamar de retorno divulgado não chega a surpreender, visto a grande alteração promovida pelo atual governo no setor elétrico, trazendo a rentabilidade para patamares simulares, disse a XP Investimentos. 

A notícia não pegou o mercado desprevinido, mas ainda assim pesa nas ações do setor nesta sessão. Os papéis da OHL Brasil (OHLB3) recuaram 2,42%, cotados a R$ 18,15, enquanto os ativos da CCR (CCRO3) registraram queda de 1,90% aos R$ 18,06.

Farm-out impulsiona HRT
Considerado por muitos analistas como um dos principais catalisadores para a alta das ações no curto prazo, a HRT (HRTP3) anunciou a venda de participação em blocos na Namíbia, levando os investidores a reagirem com otimismo: os papéis subiram 8,65% no intraday, mas fecharam com alta mais modesta, de 2,50%, ficando em R$ 5,33.

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Em processo conhecido como farm-out, a petrolífera assinou a venda de participação para a portuguesa Galp Energia, que assumirá 14% de três PEL (licenças exploratórias de petróleo) – duas na bacia de Orange (24 e 28) e uma na de Walvis (23). 

A HRT continua como operadora e dará início à perfuração no primeiro trimestre do próximo ano. Os valores do contrato não foram revelados, mas a empresa indica que a portuguesa irá arcar, até um certo limite, com os custos de operação na perfuração de poços pioneiros.

Lupatech: nova queda e mínima histórica na bolsa
As ações da Lupatech (LUPA3) cairam mais 6,50% nesta sessão, fecharando aos R$ 1,87 – mínima histórica dos papéis da fabricante de equipamentos para o setor de petróleo. Com isso, os papéis da companhia se encaminham a 10ª semana seguida de queda: recuo acumulado de 42,99%. 

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Os papéis da fornecedora, que chegaram a valer R$ 54,72 em 2008, agora valem 96,58% menos. De acordo com Mário Bernardes Júnior, analista do BB Investimentos, alguns fatores principais estão pressionando, entre eles, o cerco da Petrobras aos seus fornecedores. 

Não é o primeiro novembro negro da companhia. Ano passado, o papel chegou a cair 42,22% neste mês – com a possibilidade de que a empresa não pagasse suas dívidas que estariam vencendo naquele mês. “Mas eles conseguiram rolar a dívida”, afirma. Uma coincidência? Bernardes acredita que sim. “Se estiver relacionado com dívida vencendo esse mês, é alguém com informações de fora do mercado”, diz.